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“Vamos herdar um concelho em estado de coma”, diz candidato do PSD a Miranda do Corvo

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O Notícias de Coimbra deu oportunidade aos candidatos do concelho de Coimbra para darem a conhecer melhor as bandeiras que sustentam as suas candidaturas às câmaras municipais nestas eleições. O candidato pelo Partido Social Democrata (PSD) à autarquia de Miranda do Corvo, Paulo Silva, em entrevista escrita ao NDC, teceu críticas ao atual executivo e explicou os motivos que o levaram a encabeçar esta lista.

Notícias de Coimbra (NDC) – Que balanço faz do último mandato?

O último mandato, tal como o anterior, representa quatro anos de oportunidades perdidas para Miranda do Corvo e para os Mirandenses. O atual executivo limitou-se a fazer a gestão corrente da autarquia, sem uma estratégia de desenvolvimento económico, social e de infraestruturas.

Miranda do Corvo parou quando este executivo tomou posse e, mesmo coisas tão simples, como as respostas aos munícipes foram completamente negligenciadas.

NDC – O que ficou por fazer e, na sua opinião, era prioritário?

Em Miranda do Corvo até a limpeza e manutenção dos espaços públicos ficou por fazer. Sendo isto o mais básico, é fácil imaginar que tudo o resto também parou. Destaco a falta de uma política de captação de investimento e criação de emprego. Nenhuma empresa de dimensão significativa se fixou no concelho. Antes, pelo contrário, perdemos duas empresas de média dimensão, que criariam, garantidamente, cerca de 150 postos de trabalho. Sem emprego para os Mirandenses, todo o resto fica colocado em causa.

Destaco também a fraquíssima cobertura por rede de saneamento que este executivo deixa aos sucessores. Nos oito anos de mandato, a cobertura aumentou apenas 1%. Podia destacar mais alguns pontos, dado que muito pouco foi realizado, mas não posso deixar de referir que no tocante à captação de fundos comunitários passámos de ser os campeões da região para cairmos para os últimos lugares no distrito.

NDC: O que faria diferente se tivesse sido presidente nestes últimos anos?

Teria passado mais tempo fora do gabinete, junto da população. Nas inúmeras reuniões e ações de porta-a-porta, o que mais temos ouvido são queixas sobre o desleixo, o abandono e a falta de resposta. De uma forma geral, nada do que foi prometido teve concretização. Por isso não vimos o atual presidente a reunir nas várias aldeias do concelho, e o programa que apresentam para o próximo mandato repete todas as promessas de há 8 anos atrás.

Os Mirandenses optaram por um executivo sem experiência de vida, de pessoas vindas do ensino, com valor no campo teórico mas sem prática e coragem no fazer. É essencial estar na rua junto das pessoas, olhar olhos nos olhos, partilhar os anseios, ouvir e resolver.

NDC: Quais são as principais propostas que apresenta nesta candidatura e o que as diferencia das demais?

Apresentamos um programa muito abrangente e ambicioso que cobre todas as áreas de ação da autarquia. Temos propostas muito claras, objetivas e ambiciosas. A herança que temos em mãos é bastante pesada. Vamos herdar um concelho em estado de coma, que é preciso recuperar rapidamente. Anos de inação fazem com que existam necessidades em todas as áreas.

É urgente uma estratégia de criação de emprego e revitalização da economia local. A base será a dinamização dos polos industriais existentes; avançar com um parque logístico em Lamas, junto à autoestrada; apoiar o comércio, as empresas e os empreendedores; e dinamizar a incubadora de empresas de uma forma séria e com uma mensagem de forte atratividade para o exterior.

Iremos também apostar forte na ampliação da cobertura por redes de saneamento básico, esquecida nos últimos 8 anos.

Essencial, também, será a aposta no turismo. Miranda tem condições de exceção para desenvolver projetos na área do turismo religioso, do
turismo de natureza e do enoturismo. Temos no concelho algumas joias que é fundamental promover e desenvolver. Apenas um exemplo: há poucos anos recebemos o campeonato do mundo de trail running, num percurso considerado por todos dos melhores de sempre. Hoje, poucos anos depois, não existe promoção a esse trilho e o que podia ser uma mais-valia está esquecido e abandonado pela visão curta de quem nos governa.

Queremos voltar a colocar o concelho de Miranda do Corvo na liderança da marca de trail running, e outros desportos de montanha, capitalizando eventos passados e a força do associativismo criada por gente de grande valor no concelho.

NDC: Que palavra escolheria para o definir, enquanto pessoa, político e candidato?

Uma palavra é muito pouco para definir uma pessoa com mais de meio século de vida, três décadas de experiência profissional e muitos, muitos anos de participação cívica. Escolho três que me caracterizam e que também escolhemos para a candidatura “Juntos por Miranda”: ambição, competência e proximidade”.

Além de Paulo Silva (PSD), estão também na “corrida” à Câmara Municipal de Miranda do Corvo: o recandidato pelo Partido Socialista (PS), Miguel Batista, Carlos Fernandes pelo Chega, Márcia Simões pela Coligação Democrática Unitária (CDU), António Rodrigues pelo Bloco de Esquerda (BE) e Salomé Pita pelo Partido Popular (CDS-PP)

O ato eleitoral para estas Eleições Autárquicas 2021 está marcado para o próximo domingo, 26 de setembro.

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