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Universidades não querem ficar “a meio da ponte” das alterações legislativas

António Alves | 35 minutos atrás em 01-03-2026

Pedido formulado pelo reitor da Universidade de Coimbra no dia da instituição.

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Amílcar Falcão afirmou que “a introdução de nova legislação ou a alteração da existente devem ser cuidadosamente trabalhadas”. Ao discursar no Dia da instituição – 736 anos -, o docente começou por dizer que um trabalho destes precisa de “reflexão e amadurecimento das novas ideias”.

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“Depois, é muito importante que as pessoas e as organizações se sintam envolvidas. E é preciso dialogar, dialogar muito”, explicou. Aliás, o reitor da Universidade de Coimbra fez questão de frisar a importância de que quem “decide não se limite a “ouvir”, mas saiba realmente “escutar””.

“Ouvir é um processo físico e automático de perceção de sons (audição), enquanto escutar é um ato consciente, intencional e atento, que envolve processar e compreender a mensagem”, referiu.

Questionado pelo Notícias de Coimbra, o reitor afirmou que gostou de ouvir o Governo a dizer que quer “discutir muitos dos documentos legislativos, quer conversar, quer falar, quer diálogo, mas já devia ter havido esse diálogo e essa conversa anteriormente”.

Os exemplos dados foram “a extinção da FCT, a extinção da ANI”, e que levou a que as instituições tivessem ficado “um bocado no meio da ponte, sem saber afinal quem é que está onde, a fazer o quê, e agora de repente vamos querer discutir o que é que afinal vai ser a AIE ao quadrado”.

“Parece-me bem, mas talvez a metodologia tenha sido a menos interessante”, frisou, garantindo que neste último ano de mandato tudo fará para defender os interesses da instituição, deixando mesmo o recado para quem quiser suceder-lhe para “estudarem bem” os muitos dossiês e desafios que terão pela frente.

Veja o Direto NDC com Amílcar Falcão

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