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Universidade de Coimbra recebe charters de chineses

Notícias de Coimbra | 10 anos atrás em 22-07-2014
Carmen Amado Mendes, docente da Universidade de Coimbra e responsável pela organização da Conferência

Carmen Amado Mendes, docente da Universidade de Coimbra e responsável pela organização da Conferência

XX Conferência de estudos chineses, promovida pela Associação Europeia de Estudos Chineses (EACS), realiza-se nas cidades de Braga (23 e 24 de julho) e de Coimbra (25 e 26 de julho) e reúne mais de meio milhar de sinólogos e diretores de centros de investigação da China, Taiwan, Hong Kong e Macau e da Europa.

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Ming K. Chan, investigador da Universidade de Stanford, vai proferir uma conferência inaugural na próxima sexta-feira, pelas 9h30m, no Auditório da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (UC). O especialista vai centrar-se no papel assumido por Macau no relacionamento da China com os Países de Língua Portuguesa, realçando o contraste com a relação problemática que Hong Kong tem com a China.

Mas os temas em discussão, ao longo dos quatro dias, abrangem diversos ramos do estudo da China, nomeadamente: economia, política interna e externa, média e cinema, sociologia e antropologia, relações Ocidente-Oriente, Direito, Macau, linguística, literatura, tradução, história, arte e arqueologia e ainda filosofia e religião.

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Considerando o papel económico e político da China no contexto internacional, Carmen Amado Mendes, docente da Universidade de Coimbra e responsável pela organização da Conferência, defende que é importante apostar em Estudos Chineses: «tenho tido gente da banca e de empresas de grande dimensão a pedir apoio para contratarem gente com formação em diversas áreas e bons conhecimentos de língua chinesa mas depois desistem quando percebem que o preço de mercado dessas pessoas é, obviamente, mais elevado. Não é de um dia para o outro que se fica fluente em chinês, principalmente se essa não for a formação base. Uma coisa é passar a licenciatura só a estudar a língua. Outra coisa é ter valências noutras áreas mas complementar isso com o domínio da língua e conhecimento da cultura. Só se consegue isto depois de se viver alguns anos na China continental. E isto tem um preço, claro. Mas em Portugal ninguém quer pagar por isso».

Sobre o interesse por parte das universidades europeias em estudos chineses, a professora da UC sublinha que «continuamos a não ter estruturas que acolham os investigadores interessados na área da China e o domínio do chinês continua a não ser elemento diferenciador que justifique o investimento, com exceção dos departamentos que trabalham especificamente sobre língua chinesa. A aprendizagem do chinês ainda é percecionada como um hobby e as viagens à China encaradas com exotismo».

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Mais informação disponível no site oficial da conferência em http://www.eacs2014.pt

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