As instalações da Universidade de Coimbra vão estar encerradas esta sexta-feira, devido ao agravamento das condições meteorológicas e às indicações da Proteção Civil, adiantou hoje a instituição.
“Pedimos a todos que se mantenham em segurança”, pode ler-se, na nota da universidade na rede social Facebook.
Numa nota enviada à comunidade académica, o reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão, realçou que a decisão foi tomada por “razões de salvaguarda da segurança da comunidade académica”.
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“Os trabalhadores que disponham de condições para realizar a sua atividade remotamente, devem fazê-lo, aos demais, será relevada a falta. A situação continuará a ser monitorizada pela Reitoria e retomarei o contacto por esta via assim que se justifique”, destacou.
“Num contexto particularmente difícil, gostaria de deixar uma palavra de ânimo a todas e a todos e desejar que permaneçam em segurança”, acrescentou Amílcar Falcão.
A presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, já tinha anunciado hoje que todas as escolas do concelho de Coimbra vão estar encerradas, na sequência do risco de cheias na zona urbana.
Na informação enviada aos encarregados de educação explica-se que “permanecerão encerradas todas as instituições educativas, desde as creches ao ensino superior, abrangendo estabelecimentos da rede pública, privada e solidária”.
A Câmara de Coimbra está a preparar-se para ter de retirar mais nove mil pessoas, sobretudo na zona urbana, caso o cenário de cheia centenária se confirme na sexta-feira, afirmou hoje a presidente do município.
Depois de já ter avançado com avisos de retiradas preventivas nos últimos dias de cerca de 3.500 pessoas em zonas mais rurais do concelho, o município prepara-se agora para a possibilidade de retirar cerca de 9.000 pessoas concentradas na malha urbana, que poderá vir a sofrer inundações, afirmou Ana Abrunhosa, em conferência de imprensa na Casa Municipal de Proteção Civil.
Segundo a autarca, caso o cenário de cheia centenária se confirme na manhã de sexta-feira, será necessário retirar pessoas de zonas urbanas do concelho, como é o caso da Baixa e do Rossio de Santa Clara.
Já durante esta noite, o município irá começar a retirada preventiva de pessoas acamadas e sem-abrigo que estejam nas zonas que estão potencialmente em risco, acrescentou.
As zonas que serão potencialmente afetadas pela cheia em Coimbra são: zona ribeirinha de Torres do Mondego, Ceira, Conraria, Portela do Mondego, Quinta da Portela, Rossio de Santa Clara (e toda a cota baixa da freguesia), Baixa de Coimbra e zonas das ribeiras de Coselhas, Eiras, Fornos, Covões e Casais.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.