Universidade

Universidade de Coimbra com edifícios encerrados. Atividade letiva mantém-se

Notícias de Coimbra com Lusa | 40 minutos atrás em 29-01-2026

A Universidade de Coimbra (UC) garantiu hoje que os alunos não serão prejudicados e, apesar do encerramento temporário de alguns edifícios, as atividades letivas mantêm-se, com aplicação do plano de contingência.

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“Atividade académica mantém-se apesar do encerramento temporário de alguns edifícios, os alunos não serão prejudicados. O plano de contingência já está a ser aplicado”, realçou em comunicado a reitoria da UC.

A depressão Kristin provocou um “grave impacto em toda a região Centro” com registo de “estragos e danos em diferentes locais da UC, levando a reitoria a proceder ao reajustamento das atividades letivas e não-letivas em alguns locais”, refere.

“Estão a ser criadas condições para que nenhum estudante seja prejudicado por estes episódios, na época de exames em curso”, um feito alcançado em colaboração com as unidades orgânicas, as unidades de Extensão Cultural e Apoio à Formação e a Associação Académica de Coimbra.

Ainda sem a dimensão total dos prejuízos, a reitoria adianta que há “danos nas coberturas, caixilharias, janelas e outras estruturas de vidro de diversos edifícios do Polo I (incluindo colégios das Artes, de Jesus e de São Jerónimo, Faculdade de Letras e Paço das Escolas) e da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação (Edifício I)”.

“Do Polo III (Subunidade 1 da Faculdade de Medicina) e do Estádio Universitário (Pavilhão 3), assim como a queda de árvores no Polo II (junto à Casa Costa Alemão) e nas imediações do Estádio Universitário”, descreve.

A UC indica “também estragos avultados no Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, com árvores caídas ou desbastadas pelo vento, e muros, cantarias e gradeamentos danificados”, o que levou a reitoria a encerrar o espaço por tempo indeterminado para avaliação dos estragos e remoção da matéria vegetal caída.

“Em dois imóveis, o Edifício I da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da UC e o Colégio das Artes, os estragos sofridos ao nível das coberturas impossibilitam a sua manutenção e funcionamento nos próximos dias”, sublinha.

No caso do Edifício I da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, “as instalações vão estar encerradas até final desta semana” e os “exames agendados serão transferidos para o Edifício 2 da Faculdade”.

“No caso do Colégio das Artes, as instalações encontram-se encerradas até avaliação pela Proteção Civil. As atividades do Departamento de Arquitetura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC previstas para o local serão transferidas para outros espaços da Faculdade” de que a reitoria dará conta “nos próximos dias”.

A respeito deste edifício (sede do Departamento de Arquitetura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC e da Unidade Orgânica Colégio das Artes) “importa referir que – após um longo impasse provocado por razões alheias à reitoria da UC – as obras de reabilitação do imóvel vão iniciar-se em fevereiro”.

A fase um desta empreitada do Colégio das Artes, foi adjudicada em 19 de dezembro de 2025, “vai incidir sobre a ala norte do edifício, implicando um investimento de cerca de quatro milhões de euros (4ME)”, lembra.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.