Coimbra

Unidade de secagem e armazenamento de milho da Cooperativa de Coimbra inundada e sem acesso

Notícias de Coimbra com Lusa | 31 minutos atrás em 13-02-2026

Imagem: João Maia

A unidade de secagem e armazenamento de milho da Cooperativa Agrícola de Coimbra, próxima do dique do rio Mondego que rebentou em Coimbra, está alagada e não é possível chegar ao local para aferir os prejuízos.

“Temos um metro de água na zona do armazém, mas nos silos, que ficam um metro mais acima, é provável que a água não tenha entrado”, disse à agência Lusa o presidente da cooperativa, Pedro Pimenta.

Aquela unidade serve para recolher, secar e armazenar o milho dos agricultores da região do vale do Mondego, na ordem das 14 mil toneladas por ano.

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Trata-se de um complexo com cerca de três mil metros de área coberta, com escritórios, armazém agrícola, silos de armazenagem de milho e três secadores.

Segundo o presidente da Cooperativa Agrícola de Coimbra, o armazém estava completamente vazio, embora com muitas ferramentas e maquinaria no seu interior.

Os silos teriam armazenados entre 1.500 a 2.000 toneladas de milho.

“Ainda não conseguimos avaliar os estragos e os prejuízos, porque ainda não conseguimos aceder ao local”, frisou Pedro Pimenta.

No entanto, o maior prejuízo, segundo o dirigente, é a destruição do canal de rega, essencial para os agricultores poderem prosseguir a sua atividade.

“É fundamental e imperioso que a Agência Portuguesa do Ambiente arregace as mangas para recuperar o canal, para não acontecer como nas cheias de 2019, quando um canal demorou seis meses a ser reparado”, sublinhou.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.