Política

“União contranatura no PS”: Gouveia e Melo critica Seguro em Coimbra

Notícias de Coimbra | 44 minutos atrás em 12-01-2026

O candidato presidencial Gouveia e Melo apontou hoje que o seu adversário António José Seguro nem controlou o PS, tendo sido substituído na liderança desse partido por António Costa, que depois fez “um grande período” de governação.

PUBLICIDADE

publicidade

Esta referência ao que se passou internamente no PS, em 2014, foi feita pelo ex-chefe do Estado-Maior da Armada no final de uma ação de campanha na baixa de Coimbra, depois de confrontado pelos jornalistas com o facto de o ex-secretário-geral socialista Pedro Nuno Santos ter manifestado apoio à candidatura presidencial de António José Seguro.

PUBLICIDADE

Gouveia e Melo procurou desvalorizar esse apoio de Pedro Nuno Santos a António José Seguro, advogando que também ele tem “muitos socialistas” a apoiá-lo na corrida a Belém, “porque acreditam num projeto independente para a Presidência da República”.

“As pessoas que me apoiam acreditam que a Presidência da República não é um lugar partidário em que se discutem lógicas partidárias. A lealdade partidária para umas eleições em que não se elegem partidos, mas elege-se uma pessoa com determinadas características e personalidade, não me parece fazer sentido. Fico sempre um bocado incomodado e surpreendido com uma lógica partidária numa eleição que não é partidária”, reforçou.

Neste contexto, procurou lançar dúvidas sobre as qualidades políticas de liderança de António José Seguro para exercer a chefia do Estado Português.

“O candidato socialista teve um confronto muito sério que, basicamente, dividiu o PS – e ele não conseguiu sequer controlar o PS. Foi substituído no poder pelo doutor António Costa, que depois fez todo um grande período de governação”, declarou.

Por essa razão, segundo Gouveia e Melo, “é estranha a união” que está a haver agora no PS em torno da candidatura presidencial de António José Seguro.

“Está aqui apenas em causa uma lógica partidária. O que está aqui em causa é uma união contranatura que se está a fazer unicamente por lógica partidária. E é isso que contesto. Contesto a lógica partidária na escolha de um Presidente da República”, acrescentou.

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE