Crimes

Um caso de família mais ou menos próxima?

Notícias de Coimbra | 10 anos atrás em 25-06-2014
O marido, a arguida e a sogra

O marido, a arguida e a sogra voltam a cumprimentar-se  efusivamente no corredor do Palácio da Justiça mesmo em frente aos jurados

Notícias de Coimbra em directo da sala 2 do Palácio da Justiça de Coimbra onde decorre o julgamento da inspectora da PJ acusada de assassinar a avó do marido

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A audiência da tarde começa com o depoimento de Armelim e Maria, irmãos da talhante barbaramente assassinada com 14 balas de uma Glock, arma que não foi encontrada. Os familiares da vitima não revelaram nada que mereça ser contado.

O depoimento de Armelim, ex-guarda prisional, cujo nome foi muito citado  pela defesa em outras fases do julgamento, deixando várias insinuações no ar e salientando eventuais divergências entre este e a irmã,  era aguardado com expectativa, não trazendo novidades, nem grandes questões de Mónica Quintela.

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O irmão da vitima tem uma filha que é guarda no estabelecimento prisional de Coimbra e outra que era telefonista no mesmo local, que presentemente se encontra detida por tráfico de droga.

15:43 – Ouvimos a testemunha Candeias. Familiar que, a pedido, contratou a funerária e reconheceu o corpo da vítima no Instituto Nacional de Medicina Legal. Este senhor é marido de uma senhora que trabalha numa ervanária da Manuel Rodrigues, informa Mónica Quintela, advogada da arguida e  cliente dessa loja, onde compra alcachofras como remédio para um problema de vesícula, introdução que serve para perguntar a Candeias se eles não desconfiavam do enteado da vitima, a testemunha afirma que não. A advogada diz que sim, que a esposa dele até mandou esse recado ao seu escritório. Mas ela não vem depor, pergunta o juiz? A defensora diz que não, que não está… e eis que não é que do banco mais próxima da entrada surge uma voz!… a dizer que está aqui. Antes de ser mandada calar, ainda tem tempo para “gritar” que o que Quintela disse “é mentira”. Flora, colega da ginástica, é a senhora que presta mais um breve depoimento. 16:11 – Nuno, bancário, começa a ser ouvido. É do Santander.

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Flora, colega da ginástica de Filomena, é a senhora que presta mais um breve depoimento, mas não sai antes de garantir que a avó andava sempre a falar nos empréstimos que concedia ao neto.

16:11 – Nuno, bancário, começa a ser ouvido. É do Santander. Private banking. Contas…fundos…não consegue esclarecer tudo o que interessa às partes, mas fica-se a saber que a falecida não gostou que o banco lhe mudasse a conta da Visconde da Luz para a Solum.

16: 46 – Estamos a ouvir David, que partilhava gabinete com a colega Liliana, a inspectora que deixou desaparecer a arma de serviço, o que na altura não incomodou ninguém na directoria do Norte da Judiciária.

Liliana, no seu depoimento, disse que costumava guardar a sua arma de serviço num armário do seu gabinete. David acrescenta que ambos se ausentavam com frequência do local, sobretudo quando iam trabalhar para outros gabinetes. Já se “provou” que os módulos de gavetas se abriam  (sem chave) com alguma facilidade…

O juiz aproveita mais esta oportunidade para estranhar  que ninguém se tenha preocupado com o sumiço da arma de Liliana. Irónico, dá a entender que se não tivesse sido ligada a este processo, era capaz de nunca ser investigado o seu desaparecimento, voltando a manifestar perplexidade pelo facto da PJ não ter de imediato  aberto um inquérito para averiguar o paradeiro da Glock.

E sendo 17:55, damos por encerrada a audiência desta quarta-feira.

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