Portugal

Uma em cada três mulheres já sentiram discriminação de género no local de trabalho 

Notícias de Coimbra | 1 mês atrás em 16-05-2024

Mais de um terço dos trabalhadores mais jovem do setor da saúde afirma já ter presenciado discriminação de género no local de trabalho, conclui um estudo do Movimento LIFE – Liderança no Feminino na Saúde.

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A análise feita pela GFK/Metris, e que é hoje apresentada em Lisboa, foi realizada no final do ano passado e teve por base 500 questionários feitos a mulheres e homens até aos 45 anos que trabalham na área da saúde, respeitando a proporção de género dos profissionais deste setor.

De acordo com os dados apresentados, 35% das mulheres diz já ter sentido discriminação no local de trabalho em comparação com 27% dos homens. Acesso ao emprego, acesso à liderança e progressão na carreira são os casos mais citados. Ao mesmo tempo, conclui-se que há mais homens do que mulheres a querer assumir um cargo de liderança, apesar de 75% da força de trabalho na saúde serem mulheres.

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Apesar de ser factual a falta de paridade nas lideranças na saúde, este não é dos piores setores em termos de igualdade, segundo a visão dos inquiridos. É na liderança, na política e no setor empresarial que há menor igualdade de género.

Ainda sobre os cargos de liderança, só 28% das mulheres assumem que gostariam de exercer um cargo de chefia, em comparação com 38% dos homens.

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No geral, a maioria dos inquiridos entende que continua a haver preconceitos relacionados com o papel da mulher na família e no trabalho e defendem por isso a importância da igualdade de oportunidades.

O estudo tentou também perceber quais as caraterísticas que a geração mais jovem da saúde valoriza num líder e de que forma o género impacta a percepção sobre as caraterísticas da liderança. A empatia, o foco nas pessoas e a resolução de conflitos surgem como as caraterísticas mais evidenciadas, independentemente do género.

Movimento LIFE – Liderança no Feminino na Saúde, defende a mudança de comportamentos e de ações para aumentar a paridade na liderança do setor da saúde. Trata-se de uma iniciativa conjunta de Faces de Eva – Estudos sobre a Mulher/CICS.NOVA (NOVA FCSH) e da Roche a que se juntam cerca de 30 embaixadora

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