Cidade

Um eléctrico chamado desejo de Manuel Machado

Notícias de Coimbra | 10 anos atrás em 17-10-2014

O executivo da Câmara Municipal de Coimbra (CMC) irá apreciar e votar, na sua reunião da próxima segunda-feira, um projeto de criação de uma linha histórica de elétricos, que pretende ligar a Rua da Alegria à Rotunda das Lages, com passagem pela Ponte de Santa Clara.

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A autarquia presidida por Manuel Machado defende que “numa cidade com a riqueza patrimonial e potencial turístico de Coimbra, é necessária a criação de meios que permitam a fruição e valorização destes ativos”.

A CMC dispõe, nesta altura, de um espólio de oito viaturas – três de 1911, uma de 1912, três de 1928 e uma de 1930 – o que, só por si, constitui um motivo adicional de interesse. Recorde-se ainda que a mobilidade elétrica, hoje tão na moda um pouco por todo o mundo, tem, em Coimbra, uma tradição mais do que centenária.

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A solução de trajeto proposta, que admite aperfeiçoamentos, parte do Parque Dr. Manuel Braga em direção à Portagem e atravessa a Ponte de Santa Clara, prevendo-se que esta passe a ter três vias rodoviárias. Em todo o percurso, a interação com o tráfego automóvel far-se-á por intermédio de sinalização luminosa. Da Ponte de Santa Clara, segue-se a passagem pela Av. João das Regras e a entrada na Rua Feitoria dos Linhos. Nesta artéria, está previsto um troço de duplicação da linha ferroviária, numa extensão de 60 a 70 metros, para cruzamento de viaturas. No restante trajeto, a linha terá via única.

Após a Rua Feitoria dos Linhos, o trajeto segue para a Estrada das Lágrimas, onde o trânsito rodoviário deverá processar-se apenas num sentido. O percurso desta linha histórica passa ainda pela Rotunda das Lages e termina junto ao Exploratório. No total, a futura Linha de elétricos terá uma extensão de cerca de 2 km, sendo que a viagem entre o Parque Dr. Manuel Braga e o Exploratório deverá demorar cerca de um quarto de hora (meia hora no caso de ida e volta). O custo previsto para a implantação do projeto é de 4.250.000 euros.

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A execução do mesmo obriga ainda a uma Avaliação de Impacte Ambiental e a um estudo de tráfego que avalie as implicações/interferências que o trajeto tem no trânsito, nomeadamente nas chamadas horas de ponta. Por último, será ainda desenvolvido um estudo da sinalização luminosa de circulação de toda a área envolvente, que enquadrará o funcionamento da linha histórica com o tráfego rodoviário, no percurso preconizado.

Segundo a CMC “Esta é mais uma forma de diversificar os espaços de fruição turística, ampliando a experiência dos visitantes que poderão passar a conhecer pontos de interesse que habitualmente estão ausentes dos circuitos mais tradicionais da cidade”.

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