Saúde

ULS de Coimbra sem impacto significativo na atividade assistencial

Notícias de Coimbra com Lusa | 1 hora atrás em 05-02-2026

A Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra não registou um “impacto significativo na atividade assistencial do serviço de Urgência” na sequência do mau tempo.

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“Na semana de 20 a 26 de janeiro (antes dos eventos atmosféricos), tivemos no serviço de Urgência dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) 2.604 doentes admitidos, dos quais 279 (10%) eram oriundos do distrito de Leiria”, segundo informação enviada à Lusa.

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A mesma informação indica que, na semana entre 27 de janeiro e 02 de fevereiro, o polo HUC contabilizou 2.614 doentes admitidos, dos quais 335 (13%) eram oriundos do distrito de Leiria.

“No serviço de Urgência do Hospital Pediátrico também não se assinalaram aumentos de afluência significativos”.

Alvaiázere, Ansião, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande são os concelhos do distrito de Leiria que integram esta ULS. Todos foram gravemente afetados pela depressão Kristin.

A ULS adiantou que “tem estado a trabalhar na linha da frente do apoio às comunidades mais afetadas pelas últimas tempestades, tanto em Coimbra, como em Leiria, dando resposta às necessidades dos utentes”.

E, apesar do impacto que as intempéries tiveram na vida pessoal de alguns trabalhadores, como estradas cortadas, escolas fechadas, danos em casa, entre outros, o que originou “alguns constrangimentos nas escalas de serviço”, estes foram “rapidamente solucionados” e os profissionais da ULS “têm sido incansáveis no apoio e na prestação de cuidados à comunidade”.

Na nota, a ULS revelou ainda que tem tido reuniões regulares com a Proteção Civil, para acompanhamento da situação a nível do concelho e do distrito.

“A ULS de Coimbra manifesta o maior pesar pelas inúmeras perdas, humanas e materiais, sofridas nas últimas semanas pela nossa comunidade”, referiu, assegurando que está sempre ao dispor “enquanto parceiro ativo no apoio prestado à população”.

Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também algumas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros