A Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra regressou ao nível 1 do Plano de Contingência nos cuidados de saúde primários, após a redução das infeções respiratórias na semana de 29 de dezembro a 04 de janeiro.
Naquele período, foram registadas 4.958 consultas agudas nos centros de saúde e 725 atendimentos nos centros de Atendimento Clínico (CAC), das quais 1.539 corresponderam a infeções respiratórias.
Em comunicado enviado à agência Lusa, a ULS de Coimbra adiantou que os números refletem “a continuidade da circulação viral, ainda que com menor intensidade face às semanas anteriores”, com predominância da infeção por Influenza A em adultos e pelo vírus sincicial respiratório (RSV) em crianças.
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“Em função da redução do número de infeções respiratórias observada, e de acordo com os critérios definidos no Plano de Contingência da ULS de Coimbra, procede-se ao reajustamento para o Nível 1 de contingência (estava no 2) nos cuidados de saúde primários”.
No entanto, vai manter-se “uma resposta reforçada”, com alargamento do horário de funcionamento até às 20:00 nos dias úteis e a reorganização das agendas dos profissionais, assegurando que, pelo menos 80% dos doentes com doença aguda, continuem a ter resposta adequada no próprio dia.
Na semana de 29 de dezembro a 04 de janeiro, os serviços de urgência hospitalar, que mantiveram o nível 2 de contingência, registaram 4.243 episódios, dos quais 2.722 nos Hospitais da Universidade de Coimbra, 711 no Hospital Pediátrico, 357 no Serviço de Urgência Básica de Arganil e 453 nas maternidades Bissaya Barreto e Daniel de Matos.
Segundo a ULS de Coimbra, o tempo médio para triagem foi de 27 minutos e o tempo médio até à primeira observação médica de 54 minutos, mais seis minutos face à semana anterior, “num contexto de elevada complexidade clínica e de gravidade dos casos observados”.
A maioria dos utentes (67,1%) foram atendidos dentro dos tempos clinicamente recomendado, tendo-se registado uma taxa de abandono de 2% e 623 internamentos a partir do Serviço de Urgência.
Dos 4.243 atendimentos hospitalares, 26% corresponderam a utentes classificados como verdes ou azuis, “o que reforça a importância do contacto prévio com a Linha SNS24”.
O aumento da gravidade dos casos clínicos (incluindo doentes com multimorbilidade) obrigou ao reforço significativo da capacidade de internamento nos Hospitais da Universidade de Coimbra, que tem atualmente abertas 28 camas em enfermaria de contingência dedicada a doentes com infeções respiratórias.
“Atendendo à complexidade e à severidade de alguns quadros clínicos, foram ainda ativadas quatro camas adicionais na Unidade de Cuidados Intermédios Médicos (UCIM), garantindo uma resposta adequada aos doentes mais graves”, lê-se no comunicado.
A ULS de Coimbra destacou ainda que a semana passada registou o menor número de episódios de urgência no período posterior à pandemia da Covid-19, “refletindo o impacto positivo da resposta a montante dos serviços de urgência dos hospitais de Coimbra”.
“Apesar da antecipação da epidemia de infeções respiratórias, verifica-se uma redução de cerca de 17% dos episódios de urgência em 2025, face a 2024, resultado da estreita articulação entre os cuidados de saúde primários, os CAC e os cuidados hospitalares”, sublinhou.
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