A Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra anunciou que vai abrir um processo de averiguações após a divulgação recente de um relato referente a uma situação ocorrida no Serviço de Urgência dos Hospitais da Universidade de Coimbra.
Em comunicado, a ULS menciona que o objetivo é apurar, com rigor e serenidade, todas as circunstâncias associadas ao caso, identificando possíveis melhorias nos processos, na organização e na experiência dos utentes.
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O processo “será acompanhado de forma próxima pelo Serviço de Humanização e pelo Provedor do Utente, assegurando a escuta das partes envolvidas, a análise dos procedimentos adotados e a formulação de propostas de melhoria, sempre que tal se revele necessário”.
Noutra nota, com esclarecimentos adicionais, a ULS afirma que a doente nunca esteve no chão por falta de meios. Após o pedido de uma maca por parte de um familiar, a equipa verificou que a utente estava calma, orientada e capaz de se sentar, sendo disponibilizada uma cadeira de rodas, com apoio de um segurança. A doente entrou no Serviço de Urgência sentada, acompanhada por dois familiares.
A ULS explica que, durante um curto intervalo, um familiar colocou a doente no chão com uma manta, alegando intenção de fotografar e divulgar imagens. Um bombeiro alertou a equipa de enfermagem, que interveio de imediato, procedendo à triagem da utente. A instituição sublinha que em nenhum momento foi permitido que uma doente permanecesse no chão por inexistência de meios.
A denúncia foi feita nas redes sociais pelo filho da utente com “cancro generalizado na zona abdominal”.
O homem publicou uma fotografia, explicando que as dores eram insuportáveis e que só naquela posição a mulher conseguia sentir-se melhor enquanto aguardava por cuidados médicos.
O Notícias de Coimbra falou com a Alice Aleixo, tia da doente. Numa entrevista exclusiva ao nosso jornal, esta descreve os momentos de angústia vividos.
“Ver a minha sobrinha no chão, a sofrer, e ouvir respostas desumanas, foi insuportável. Fizemos tudo o que pudemos para a proteger, mas isto é algo que ninguém devia passar. A saúde em Portugal precisa mudar.”, afirmou emocionada.
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