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UCCLA vai homenagear frequentadores da antiga Casa dos Estudantes do Império

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A União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) vai homenagear os alunos da antiga Casa dos Estudantes do Império com uma série de iniciativas, este ano e em 2015, em Coimbra e em Lisboa.

A homenagem aos alunos que durante a ditadura do Estado Novo estudaram nas universidades portuguesas foi decidida hoje, em Coimbra, durante a XXX assembleia-geral da UCCLA, disse aos jornalistas, no final da reunião, o secretário-geral da instituição, Vítor Ramalho.

“Todos os homens de cultura do mundo lusófono e os grandes políticos que logo a seguir às independências dirigiram os partidos e os movimentos africanos, mas também os próprios Estados, formaram-se política e culturalmente” em Portugal, designadamente nas universidades de Lisboa e de Coimbra e muitos deles frequentaram a Casa dos Estudantes do Império, salientou o secretário-geral da UCCLA.

Criada pelo regime de Salazar, em 1943 (mas só formalmente instituída no ano seguinte), a Casa dos Estudantes do Império, que funcionava em Lisboa e em Coimbra, pretendia reforçar a “mentalidade imperial e o sentimento da portugalidade entre os estudantes das colónias”.

Pouco depois da sua criação, a Casa passou a assumir-se como espaço de crítica à ditadura e à colonização e de valorização das culturas dos povos colonizados, acabando por ser encerrada, em 1965, pela polícia política do regime (PIDE).

Alguns dos dirigentes dos movimentos de libertação das antigas colónias portuguesas e intelectuais desses países que passaram pela Casa dos Estudantes do Império participarão na homenagem, que terá início, com um colóquio, em Coimbra, no dia 21 de outubro deste ano, assinalando os 70 anos da abertura da instituição, e terminam em Lisboa, na Fundação Gulbenkian, em 25 de maio de 2015, data em que se completam 50 anos do seu encerramento.

Além de colóquios, debates e exposições, a UCCLA também projeta, no âmbito desta homenagem, reeditar todos os livros publicados pela Casa dos Estudantes do Império, entre outras iniciativas, adiantou Vítor Ramalho.

A assembleia-geral da UCCLA, que decorreu hoje na Câmara de Coimbra, contou com a presença de representantes da maior parte das 41 cidades e 40 empresas que a integram, sublinhou aquele responsável, considerando tão “significativa participação” como “um dos aspetos mais importantes” do encontro, que, pela primeira vez, teve a participação da confederação empresarial da CPLP (Comunidades de Países de Língua Portuguesa) e da UCCI (União das Cidades Capitais Ibero-americanas, que reúne 29 cidades hispânicas.

Na assembleia-geral da UCCLA foram aprovadas, por unanimidade, o Relatório e Contas relativos ao ano de 2013 e o Programa de Atividades para 2014, e algumas moções, uma das quais saudando o povo da Guiné-Bissau, pelo modo justo como decorrer o recente processo eleitoral neste país, “como foi reconhecido pela comunidade internacional”, disse Vítor Ramalho.

A XXIX assembleia-geral da UCCLA realizou-se em 2013, em Cabo Verde, na cidade da Praia, e a próxima ficou agendada para maio de 2015, em Maputo (Moçambique).

Fundada em junho de 1985, pelas cidades de Bissau, Lisboa, Luanda, Macau, Maputo, Praia, Rio de Janeiro e São Tomé/Água Grande, a UCCLA vive do cofinanciamento dos seus membros e conta com projetos financiados por organizações como o Banco Mundial e a União Europeia.

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