Um violento incêndio deflagrou em Coimbra, na sequência de um despiste, provocando a morte de dois jovens de 21 anos e deixou duas mulheres em estado grave.
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O edifício, que integrava alojamento local e habitação permanente, ficou amplamente devastado.
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Em declarações, António Correia, gerente da imobiliária Santa Cruz responsável pela gestão do imóvel, explicou a configuração do edifício: “São quatro estúdios nas águas furtadas e três no primeiro andar. Esses três são afetos ao alojamento local e os das águas furtadas à habitação de longa duração.”
As duas vítimas feridas com gravidade residiam precisamente nos estúdios arrendados de forma permanente. No momento do acidente, encontrava-se apenas uma pessoa na área de alojamento local. “Felizmente, apenas uma. Estava na parte de trás do edifício e teve a descendência suficiente para, imediatamente após o acidente, sair”, relatou.
A hóspede, de nacionalidade suíça, estava a poucos dias de terminar a estadia. “Era só até hoje. Tinha entrado há dois dias”, indicou António Correia. Após o incidente, foi realojada noutro espaço na cidade.
Os danos no edifício são extensos, embora ainda não estejam totalmente avaliados. “Todos [os estúdios] foram afetados. Isto é um prédio de construção antiga, com base em madeira, e a intervenção dos bombeiros agravou os danos”, explicou.
O imóvel é gerido pela imobiliária há cerca de três anos, após ter sido adquirido por uma empresa de investimento imobiliário. No rés-do-chão funciona ainda um restaurante, já existente antes da aquisição.
As autoridades continuam a investigar as circunstâncias do despiste que esteve na origem do incêndio, numa tragédia que abalou a cidade e resultou na perda de duas vidas jovens e em ferimentos graves em residentes do edifício.
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