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Turismo do Centro diz que mercado interno continua a responder

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O presidente da Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado, disse hoje que o setor tem ajudado a “mitigar a pobreza” causada pela atual pandemia e previu que o mercado interno “vai continuar a responder”.

“O mercado interno vai continuar a responder no curto prazo”, afirmou Pedro Machado na Lousã, distrito de Coimbra, para sublinhar que o turismo doméstico “tem sido responsável por alguma recuperação económica”, designadamente no interior do país.

O presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro respondia à agência Lusa, durante uma sessão de apresentação do guia “Boa Cama, Boa Mesa 2021”, ao ser questionado sobre o impacto da covid-19 no turismo interno, já que, segundo um estudo da Universidade Católica divulgado há uma semana, a pandemia colocou 400 mil portugueses abaixo do limiar da pobreza.

“Infelizmente, a pandemia está a induzir novos focos de pobreza, o que cria alguma instabilidade social e económica”, disse, para admitir que, à semelhança de 2020, quando a atividade turística registou alguma recuperação, com destaque para o interior, 2021 “pode voltar a ser um período de retoma consistente”.

Pedro Machado, contudo, alertou para a ameaça de uma eventual quarta vaga da covid-19, o que “cria alguma incerteza” e pode ter “impacto nas reservas” de viagens e alojamentos deste verão e do resto do ano.

O turismo, defendeu, “continua a ser um dos antídotos que mais tem contribuído para mitigar a pobreza”, que aumentou em Portugal desde a chegada da pandemia, em março de 2020.

“Ao fim de cinco quadros comunitários de apoio [da União Europeia], infelizmente, ainda há muito caminho a percorrer”, designadamente nos chamados territórios de baixa densidade demográfica do interior, lamentou.

Na apresentação, no restaurante do complexo turístico da Senhora da Piedade, que inclui as piscinas da ribeira de São João e o Castelo medieval, em plena Serra da Lousã, interveio também Miguel Pacheco, em representação do guia “Boa Cama, Boa Mesa”.

Com esta publicação, os responsáveis do grupo Impresa estão “cada vez mais empenhados em mostrar aquilo que é mais verdadeiro” em Portugal, ao nível do alojamento e da restauração.

“O país, felizmente, tem muito mais a oferecer, além de Lisboa e do Porto”, sublinhou Miguel Pacheco, depois de o presidente da Câmara da Lousã, Luís Antunes, ter salientado a necessidade de “reforçar a atratividade e a notoriedade” do concelho, através da valorização da gastronomia regional.

Também o secretário executivo da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra, Jorge Brito, realçou a “vantagem competitiva” da gastronomia e dos produtos endógenos “neste processo de retoma”.

Na sua opinião, importa “colocar num patamar dianteiro os empresários”, para poderem ter “uma vantagem competitiva neste arranque”, com o desenvolvimento de diferentes iniciativas no âmbito da Região Europeia da Gastronomia 2021-2022.

O programa incluiu a exibição do documentário “Chefs Embaixadores da Região de Coimbra”, bem como a confeção de iguarias com mel DOP Serra da Lousã pela “chef embaixadora” Rita Oliveira.

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