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Trump deixa aviso: “Têm 48 horas”

Notícias de Coimbra com Lusa | 1 hora atrás em 22-03-2026

 O Irão ameaçou hoje fechar completamente o Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica para o abastecimento global de petróleo, caso os Estados Unidos ataquem as suas centrais elétricas.

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Se as ameaças de Washington se concretizarem, o estreito “será completamente fechado e não será reaberto” até que as centrais elétricas destruídas sejam recuperadas, avisou o Centro de Comando Conjunto de Khatam al-Anbiya, num comunicado transmitido pela televisão estatal iraniana.

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Teerão já tinha respondido ao ultimato de 48 horas dado pelo Presidente norte-americano para a abertura total do Estreito de Ormuz dizendo que este canal permanece aberto à navegação internacional, exceto para Israel e os Estados Unidos da América (EUA).

Donald Trump ameaçou hoje atacar as centrais elétricas iranianas se Teerão não abrir “totalmente” o Estreito de Ormuz no prazo de 48 horas.

Em resposta, as forças armadas iranianas alertaram que, se as suas centrais elétricas forem bombardeadas, atacarão a infraestrutura energética dos EUA, as centrais de dessalinização e os locais de tecnologia da informação na região.

“O Estreito de Ormuz está aberto a todos, exceto aos inimigos”, disse o representante permanente do Irão na Organização Marítima Internacional (IMO) e embaixador iraniano em Londres, Ali Mousavi, segundo a agência Mehr, citada pela EFE.

Mousavi indicou que a passagem de navios pelo estreito estratégico é possível “com coordenação com as autoridades iranianas para disposições de segurança e proteção”.

Porém, segundo a empresa de análise de dados especializada Kpler, o trânsito de mercadorias no estreito caiu 95% desde o início de março e apenas um pequeno número de navios de carga e petroleiros tem conseguido passar.

O bloqueio do Estreito de Ormuz e os ataques às infraestruturas energéticas têm causado um aumento acentuado dos preços da energia.

A guerra que os Estados Unidos e Israel travam contra o Irão desde 28 de fevereiro, data em que foi assassinado o líder supremo do país, Ali Khamenei, entra agora na quarta semana sem que Trump tenha esclarecido por quanto tempo prevê que o conflito se prolongue.

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