O presidente da Metro Mondego estimou hoje que a operação do Sistema de Mobilidade do Mondego seja retomada na próxima semana até à Lousã, mas até Serpins pode ainda demorar, pelo menos, cinco meses.
“Estamos convencidos de que iremos ultrapassar estes problemas durante a próxima semana e que voltaremos a operar de forma normal o ‘metrobus’”, afirmou João Marrana.
As operações do ‘metrobus’ no troço suburbano foram suspensas há cerca de uma semana por motivos de segurança e indicação da Proteção Civil, com a Metro Mondego a garantir serviços alternativos de transporte.
PUBLICIDADE
“Pedimos desculpa por todos os problemas que demos às pessoas”, disse.
O presidente da Metro Mondego participou hoje na reunião de Câmara de Miranda do Corvo, no concelho de Coimbra, a convite do presidente da autarquia, José Miguel Ramos Ferreira, para dar explicações sobre os constrangimentos na circulação do ‘metrobus’.
Na reunião, Marrana reconheceu que a ligação entre a Lousã e Serpins pode demorar mais tempo a ser retomada, devido “à obra estrutural” que terá de ser feita entre o Casal de Espírito Santo e o Casal de Santo António.
“Esperamos fazer o contrato com total urgência de serviço na próxima semana, mas vai demorar cinco meses. É a nossa estimativa”, explicou.
João Marrana reconheceu que a operação dos serviços alternativos ao ‘metrobus’ começou “com muitas limitações”, apontando dificuldades em encontrar operadores.
“Neste momento, temos em operação autocarros que são operados com motoristas que vieram de Aveiro e outros que vieram de Guimarães. Não é fácil encontrar operadores do pé para a mão. Não é nada fácil”, explicou.
Sobre a oferta de serviços alternativos, “tudo indica que será suficiente”, tendo como referência os dados da utilização no dia 21 de janeiro.
“Neste momento, estamos com 78 serviços em cada sentido. Quando eram os serviços alternativos, há uns meses, eram 83”, detalhou, acrescentando que se for preciso mais serviços a Metro Mondego disponibilizará, “desde que se arranje quem os possa fazer”.
Aos vereadores e residentes de Miranda do Corvo presentes na reunião, o responsável apontou ainda como condicionante para os serviços alternativos a “quantidade expressiva de estradas que estão cortadas”.
Marrana disse ainda que o problema foi “existir a [depressão] Kristin com um conjunto extenso de tempestades seguintes”.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal continental na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.