O troço suburbano do chamado ‘metrobus’ entre a Lousã e Serpins deverá ficar fechado até agosto, altura em que deverão estar concluídas as obras de três milhões de euros para corrigir talude instável desde janeiro.
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O troço de seis quilómetros que inclui as últimas três estações do canal (Casal de Espírito Santo, Casal de Santo António e Serpins), no concelho da Lousã, está fechado desde 24 de janeiro, devido ao deslizamento de terras que deixaram um talude instável.
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As obras para a correção do troço e garantir condições de segurança de circulação dos autocarros articulados elétricos naquela parte do canal arrancaram hoje, anunciou o presidente da Câmara da Lousã, Victor Carvalho, que falava numa sessão de esclarecimento no Mercado de Serpins, que contou com a presença de dezenas de pessoas.
O autarca esclareceu que esta empreitada terá um custo de cerca de três milhões de euros e tem um prazo de “cinco a seis meses de obra”.
“Estaremos no terreno para garantir que os prazos são cumpridos e que os transtornos são o mínimo possível”, disse Victor Carvalho, referindo que a Metro Mondego, que assegura a operação do ‘metrobus’, irá escrutinar também os transportes alternativos entre Serpins e Lousã.
“Há um forte investimento e um esforço significativo desde que tivemos conhecimento do deslize do talude para podermos arrancar com a obra. Entre termos conhecimento e percebermos o que era preciso fazer e o início da obra demorou um mês”, salientou o vogal da Metro Mondego Ricardo Cândido, esclarecendo que nos três milhões de euros estão incluídos cerca de 220 mil euros para os transportes alternativos enquanto a empreitada não estiver concluída.
Duarte Miguel, engenheiro da Infraestruturas de Portugal (IP), referiu que o trabalho no talude foi feito “por antecipação”, salientando que, aquando da empreitada, não foi identificado qualquer problema naquela infraestrutura.
O fecho do canal “tanto acontecia neste sistema como num sistema ferroviário”, esclareceu o engenheiro, sublinhando que, no caso da ferrovia, um deslizamento de talude levaria a uma interrupção mais longa.
Durante a sua intervenção, depois de notar um “saudosismo pelo comboio”, vários dos presentes defenderam a ferrovia – o canal ferroviário deu lugar ao atual sistema de autocarros articulados.
“Eu tenho muitas saudades [do comboio], porque levava toda a gente e não ia ninguém de pé. Agora é uma canastra”, afirmou uma mulher que assistia à sessão.
Perante as críticas, Ricardo Cândido disse que o sistema está desenhado para “todas as pessoas irem sentadas” entre Serpins e Miranda do Corvo.
Durante a sessão, ouviram-se várias vozes que apontaram para um desfasamento entre o ‘metrobus’ e os autocarros que fazem agora a ligação entre Serpins e Lousã, relatando casos de pessoas ficarem apeadas e sem autocarro.
Ricardo Cândido reconheceu “algumas dificuldades na coordenação entre serviços alternativos e ‘metrobus’”, vincando que a Metro Mondego contratou recentemente uma nova empresa para assegurar esse serviço nos próximos seis meses e espera que esse problema possa ser resolvido, num contacto direto entre o posto de operações e motoristas.
O presidente da Junta de Freguesia de Serpins, Jorge Lima, aclarou que os serviços alternativos asseguram o mesmo número de viagens que eram feitas anteriormente com o ‘metrobus’.
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