Saúde

Triturar comprimidos pode ser perigoso

Notícias de Coimbra | 43 minutos atrás em 29-11-2025

Engolir comprimidos inteiros continua a ser um desafio para muitos portugueses, e a solução mais comum, partir ou esmagar o medicamento, pode pôr em risco a eficácia do tratamento e até a saúde.

A razão está na forma como os medicamentos são construídos. Cada comprimido é desenvolvido para libertar o princípio ativo, a substância responsável pelo efeito terapêutico , de maneira precisa, seja num local específico do aparelho digestivo, seja ao longo de várias horas. Alterar a forma física do medicamento pode desregular completamente este mecanismo.

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Existem dois grandes tipos de formulações: libertação imediata e libertação modificada. Os medicamentos de libertação imediata, em geral, toleram ser partidos; já os de libertação modificada não podem ser danificados, sob pena de libertarem toda a dose de uma vez só.

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Neste último grupo encontram-se comprimidos gastro-resistentes ou de libertação prolongada, usados para proteger o estômago ou manter o efeito durante várias horas. Entre os exemplos mais conhecidos estão omeprazol, esomeprazol, ácido acetilsalicílico (Adiro) ou diclofenac. Se forem triturados ou divididos, deixam de se comportar como previsto — o que pode causar irritação gástrica, picos de absorção perigosos e perda de eficácia.

Há casos específicos, como algumas cápsulas de omeprazol e esomeprazol, que permitem abrir a cápsula e diluir os microgrânulos em água. Mas mesmo nestas situações, os grânulos não devem ser esmagados e é obrigatório seguir as instruções do folheto.

O conselho unânime dos especialistas é simples: perguntar sempre ao farmacêutico antes de alterar a forma do medicamento.

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