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Trinta hectares de vinha com Indicação Geográfica Protegida em Pampilhosa da Serra

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O Instituto da Vinha e do Vinho atribuiu ao município de Pampilhosa da Serra autorização para “plantação dos primeiros 30 hectares de vinha com Indicação Geográfica Protegida”, junto à aldeia de Trinhão.

“No seguimento dos trabalhos preparatórios para a transformação da paisagem na AIGP [Área Integrada de Gestão da Paisagem] da Travessa, o município de Pampilhosa da Serra submeteu, no passado dia 13 de abril, uma candidatura junto do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), à linha das Novas Autorizações de Plantação de Vinha”, adiantou esta autarquia do distrito de Coimbra em comunicado enviado hoje à agência Lusa.

Decorrido o processo de avaliação, o IVV deliberou “contemplar a candidatura com uma área inicial de nova vinha de 30 hectares (ha), com Indicação Geográfica Protegida (IGP) Beira Atlântico, sob a égide da Comissão Vitivinícola Regional da Bairrada, disponibilizando no registo vitícola a correspondente autorização de nova plantação, para um prazo máximo de três anos”.

“A área desta primeira autorização decorre da aplicação dos critérios definidos no Despacho n.º 2560-A/2022 de 25 de fevereiro, que determina a área total máxima a atribuir, no país e por região, definida em 1% da área total de vinha existente, limitando a área máxima a atribuir por requerente a 30ha, caso a área máxima requerida fosse superior à área total máxima a atribuir, como foi o caso neste ano de 2022”, segundo a fonte.

Rui Simão, vereador da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, afirmou que a atribuição da área máxima para o ano 2022 “premeia todo o trabalho realizado pelo município, pela Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra e pela Comissão Vitivinícola Regional da Bairrada, parceiros desde o primeiro momento com contributos em várias áreas, designadamente através de estudos e pareceres que robusteceram a qualidade e o crédito do projeto”.

O autarca considerou que a autorização para a plantação de nova vinha com estatuto IGP no concelho é “um novo marco no caminho da transformação da paisagem na AIGP da Travessa”.

A decisão também “premeia a adesão dos proprietários” ao projeto e “o entusiasmo e interesse” que as comunidades e outros agentes públicos e privados têm dedicado à “missão”.

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