Conecte-se connosco

Mundo

Tribunal moçambicano condena motorista envolvido em acidente com 32 mortos

Publicado

em

O tribunal judicial do distrito da Manhiça, na província de Maputo, condenou hoje a um ano e oito meses de prisão o motorista responsável pelo acidente de viação que matou mais de 30 pessoas no sul de Moçambique.

A pena de Carlos Mugaduia deverá ser convertida em multa, a ser paga em 10 dias, referiu a juíza Marisa Saiete.

O tribunal decidiu absolver Lino Faife, motorista de uma das viaturas envolvidas no sinistro, por insuficiência de provas.

O acidente de viação, considerado o mais grave de sempre registado em Moçambique, ocorreu no dia 03 de julho de 2021 em Maluana, no distrito da Manhiça, ao longo da Estrada Nacional Número 1, causando 32 óbitos e 28 feridos.

A tragédia envolveu dois camiões e um autocarro que tentou fazer uma ultrapassagem irregular e embateu num dos camiões e capotou. 

O tribunal determinou ainda que a transportadora Nhancale, a quem pertencia o autocarro, e a Empresa Moçambicana de Seguros (Emose) deverão pagar 33 milhões de meticais (504 mil euros) de indemnização aos familiares das vítimas.

O excesso de velocidade e a inobservância de outras regras de trânsito são apontadas como as causas do acidente.

A EN1 tem sido palco de graves acidentes de viação, principalmente no troço que atravessa o distrito da Manhiça (no sul do país), com várias mortes e quase sempre envolvendo transportes coletivos.

Os índices de sinistralidade rodoviária em Moçambique são classificados como dramáticos por várias organizações.

As autoridades moçambicanas têm apontado o excesso de velocidade e condução sob efeito de álcool como as principais causas dos sinistros.

Em média, pelo menos mil pessoas morrem anualmente nas estradas, segundo dados avançados à Lusa pela Associação Moçambicana Para as Vítimas de Insegurança Rodoviária (Amviro).

Continuar a ler
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade