Justiça

Tribunal de Aveiro prescinde de ouvir inspetores da PJ no caso do filho que matou a mãe

Notícias de Coimbra com Lusa | 46 minutos atrás em 26-03-2026

O julgamento do rapaz de 14 anos acusado de matar a própria mãe em Vagos recomeçou hoje no Tribunal de Família e Menores de Aveiro com a audição de mais três testemunhas, no período da manhã.

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O rapaz de 14 anos está a ser julgado à porta fechada, no âmbito de um Processo Tutelar Educativo, instaurado pela prática de factos consubstanciadores de um crime de homicídio qualificado.

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Segundo um comunicado do Tribunal Judicial da Comarca de Aveiro, a segunda sessão começou com a inquirição de dois jovens e a mãe de um deles, o que ocupou toda a manhã.

A sessão foi interrompida cerca das 13:00, devendo ser retomada após o almoço com a inquirição de dois inspetores da Polícia Judiciária (PJ), tendo a defesa prescindido de ouvir outros quatro inspetores da Judiciária.

Ainda durante a tarde, deverão prestar esclarecimentos o médico pedopsiquiatra e o psicólogo que elaboraram os relatórios juntos aos autos, como foi requerido pela defesa do menor.

A nota, assinada pelo juiz presidente da Comarca, Jorge Bispo, refere ainda que, se for possível, serão inquiridas ainda hoje as testemunhas arroladas pela defesa, incluindo o psicólogo que exerce funções no centro educativo em que o jovem se encontra a cumprir a medida cautelar.

O julgamento decorre à porta fechada, uma vez que foi determinada a exclusão de publicidade, o que significa que as audiências decorrem sem a presença de público ou da comunicação social, exceto na leitura da decisão, que será pública. O pai do rapaz pode assistir à audiência, uma vez que se trata de um menor.

O menor, que está a cumprir a medida cautelar de guarda em centro educativo em regime fechado, está a ser julgado por um tribunal coletivo, composto por um juiz de carreira e dois juízes sociais (cidadãos, sem formação jurídica específica, nomeados para auxiliar juízes de direito em tribunais de família e menores).

O MP requereu a aplicação ao jovem da medida tutelar educativa de internamento em centro educativo, que corresponde à medida mais gravosa.

O caso remonta a 21 de outubro de 2025, quando Susana Gravato foi atingida por um disparo de arma de fogo, no interior da sua casa, na Gafanha da Vagueira, concelho de Vagos, no distrito de Aveiro.

A vítima foi encontrada pelo marido que alertou os bombeiros. Apesar das manobras de reanimação realizadas, o óbito foi declarado no local pela equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação.

Menos de 24 horas após o crime, a Polícia Judiciária (PJ) anunciou ter identificado o filho da vereadora, como único suspeito da morte da mãe.

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