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Tribunal adia sentença de homem acusado de matar em Coimbra

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O Tribunal de Coimbra adiou hoje a leitura da sentença a um arguido acusado de matar um homem, em maio de 2016, e de tentar matar outros dois, irmãos da sua ex-companheira.

Palacio

Os factos ocorreram na Rua do Clube, em Santa Clara, quando arguido, então com 44 anos atacou os 3 indivíduos de 43, 44 e 46 anos, desferindo-lhe diversos golpes, em várias zonas do corpo, que provocaram a morte a um deles.

O homem, preso preventivamente, é acusado de um crime de homicídio qualificado na forma consumada, dois crimes de homicídio qualificado na forma tentada, um crime de ofensa à integridade física e ainda detenção de arma proibida.

A leitura do acórdão, marcada para hoje, acabou por ser adiada devido ao facto de o tribunal ter efetuado uma alteração “não substancial” aos factos da acusação relativamente à dinâmica dos acontecimentos.

Os crimes terão ocorrido numa rixa, em Coimbra, após um relacionamento “bastante conflituoso” entre o arguido e os dois irmãos da sua ex-companheira, explanou o Ministério Público, no despacho de acusação a que a agência Lusa teve acesso.

Em 22 de maio de 2016, já depois de ter discutido com um dos irmãos da sua ex-companheira, o homem, de 44 anos, utilizando uma navalha, aproximou-se dos irmãos e terá desferido “vários golpes perfurantes em diversas partes do corpo” das duas vítimas, que estavam a acabar trabalhos de limpeza do pátio da sua habitação, com a ajuda de outros três homens.

De seguida, de acordo com o MP, o arguido avançou para um dos homens que tinha ajudado nas limpezas, tendo-lhe espetado “a navalha por duas vezes”, perfurando-lhe o coração.

O Tribunal de Coimbra tomou em consideração que os factos não terão tido esta dinâmica e que a vítima agarrou num pau para defender os irmãos agredidos.

Segundo o advogado de defesa, Ricardo Martins, “há um encontro, uma rixa, de igual para igual, um com o pau e o outro com uma faca, em que terão ocorrido agressões mútuas”.

“A dinâmica dos acontecimentos é bem diferente já nesta alteração não substancial da dinâmica que foi apresentada pela acusação e já vem de encontro à dinâmica que a defesa entendia que tinha acontecido”, disse o causídico aos jornalistas.

A leitura da sentença do alegado homicida da Rua do Clube ficou agendada para o dia 19 de junho, às 12:00.

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