Economia

Transportes de Coimbra deixam na mão dos trabalhadores possível empresarialização

Notícias de Coimbra com Lusa | 1 mês atrás em 14-06-2024

O conselho de administração (CA) dos Transportes Urbanos de Coimbra vai deixar na mão dos trabalhadores a decisão de se avançar ou não com a transformação dos serviços numa empresa municipal para assegurar melhores vencimentos aos seus funcionários.

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O vereador da CDU, Francisco Queirós, afirmou hoje, na reunião do executivo camarároo, de que teve conhecimento de uma reunião convocada pela administração dos Serviços Municipalizados dos Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) com estruturas representativas dos trabalhadores para transmitir a sua preocupação “com os baixos vencimentos” dos funcionários, nomeadamente os motoristas, e defender que “o modelo de empresa municipal defenderia melhor os interesses” dos trabalhadores.

“Porém, a administração avançou nessa reunião de que a Câmara [de Coimbra] só estaria na disponibilidade de avançar para este modelo de gestão, caso o mesmo fosse aceite e solicitado pelos trabalhadores”, contou Francisco Queirós, questionando esta situação e qual a intenção do município em torno desta proposta.

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O presidente da Câmara de Coimbra, José Manuel Silva, confirmou essa reunião, referindo que o conselho de administração transmitiu essa mensagem, com o conhecimento do atual executivo.

Segundo o autarca, a ideia defendida pelo CA dos SMTUC passaria por avançar com “um processo semelhante ao das Águas de Coimbra [uma empresa municipal], que é um bom exemplo de que não há nenhum risco que daí advenha para os trabalhadores”, por forma a que seja aplicado o direito privado à gestão dos Transportes Urbanos e, assim, “mexer nas remunerações” dos trabalhadores.

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Para o presidente da Câmara de Coimbra, “não há nada mais democrático do que dizer aos trabalhadores que escolham a solução que entendam ser a melhor e que será cumprida naquilo que dependa de nós”.

No passado, quando o atual executivo propunha a internalização dos SMTUC, o PS acusou a Câmara de Coimbra de tentar privatizar os Transportes Urbanos de Coimbra com essa medida, sem, no entanto, esclarecer de que forma essa medida criava um maior risco de privatização.

José Manuel Silva recordou que as baixas remunerações dos motoristas e outros técnicos especializados são um dos problemas dos SMTUC, que tem dificuldade em captar novos funcionários.

“Já aplicámos uma medida que depende de nós, que é a opção gestionária. Desenvolvemos esforços com o anterior Governo para haver uma solução [para a carreira dos motoristas], e agora estamos a colocar as mesmas questões ao novo Governo, da mesma forma, com a mesma assertividade e com o mesmo nível de exigência”, referiu.

No entanto, a opção de transformar os SMTUC em empresa municipal permitiria resolver o problema dos baixos salários praticados, sem estar dependente de uma decisão da administração central.

“Nós colocamos opções aos trabalhadores e agora escolhem o que quiserem”, vincou, esperando que os trabalhadores decidam de “forma muito tranquila e transparente se entendem que se se deve seguir um caminho igual ao das Águas de Coimbra”, aclarou, vincando que não será o atual executivo municipal a tomar a iniciativa, face à politização do assunto no passado.

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