Crimes

Traição: Colega de confiança entrega gestor de restaurante de luxo a raptores a troco de…um carro

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 2 horas atrás em 24-03-2026

Imagem: Facebook

O desaparecimento de Ricardo Claro, gestor e sócio de um restaurante de luxo no Algarve, continua a levantar suspeitas e a mobilizar autoridades e familiares.

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De acordo com o Correio da Manhã, o principal suspeito de estar por trás do alegado rapto e roubo vivia dentro de um carro emprestado na zona da Penha, em Faro, perto da residência da vítima.

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O homem, de 39 anos, foi detido pela Diretoria do Sul da Polícia Judiciária poucos dias após o início da investigação e encontra-se agora em prisão preventiva, enquanto aguarda julgamento. Segundo o mesmo jornal, as autoridades estão a seguir o rasto dos cartões bancários de Ricardo Claro, que terão sido utilizados na área da Grande Lisboa após o desaparecimento.

Ao que foi apurado pelo Correio da Manhã, suspeito e vítima já se conheciam bem, tendo trabalhado juntos nos escritórios do restaurante Well, em Vale do Lobo, mantendo inclusivamente uma relação próxima. O suspeito acabou por ser identificado por amigos de Ricardo no mesmo dia em que o carro do gestor foi encontrado abandonado junto a um restaurante em Olhão.

Perante o juiz de instrução criminal, o arguido terá admitido ter fornecido informações sobre a rotina e dados pessoais da vítima a outros dois indivíduos, que terão executado o plano de rapto e extorsão. Em troca, alegadamente, receberia um carro. Ainda assim, citado por aquele jornal, o homem nega qualquer envolvimento direto no desaparecimento de Ricardo Claro, assumindo apenas participação no plano de roubo.

As investigações indicam também que, além dos levantamentos bancários efetuados após o desaparecimento, terão sido retiradas quantias elevadas — na ordem das dezenas de milhares de euros — do cofre do restaurante gerido pela vítima, utilizando os códigos de acesso pessoais de Ricardo, segundo o Correio da Manhã.

Os restantes suspeitos continuam em fuga. Um deles terá seguido viagem até Huelva, em Espanha, deslocando-se depois de comboio até Madrid e daí de avião para o Brasil. O outro terá optado por viajar de carro até Lisboa, de onde também embarcou com destino ao mesmo país. Pelo caminho, terão contado com a ajuda de terceiros para realizar levantamentos e pagamentos, ainda na região da Grande Lisboa.

Apesar das detenções, o paradeiro da vítima continua desconhecido há mais de uma semana. A Polícia Judiciária mantém as diligências no terreno, enquanto familiares e amigos intensificam as buscas entre Olhão e Vale do Lobo, recorrendo inclusive a drones, na esperança de encontrar alguma pista.

O desaparecimento remonta a sexta-feira, 13 de março. A situação foi inicialmente comunicada à PSP na segunda-feira seguinte e, no dia posterior, passou para a alçada da Polícia Judiciária. Em apenas três dias, os investigadores conseguiram identificar e deter um dos suspeitos.

Entretanto, o veículo de Ricardo, um Peugeot 2008, foi encontrado estacionado em Olhão, com a chave a ser posteriormente localizada nas imediações por crianças. Nas proximidades, os inspetores recolheram ainda vários objetos considerados relevantes para a investigação, incluindo casacos, um conjunto de chaves e fita adesiva, encontrados em contentores do lixo.

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