Uma mulher portuguesa suspeita de tráfico de droga, que estava em fuga há cerca de sete anos, foi detida recentemente em Salvador, no estado da Bahia, no Brasil.
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A mulher, de 42 anos, terá sido identificada em fevereiro através de câmaras com tecnologia de reconhecimento facial durante o Carnaval, passando desde então a ser acompanhada pelas autoridades.
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A suspeita utilizava uma identidade falsa — Elizandra Oliveira — e, segundo as investigações, poderá ter ligações a um grupo criminoso brasileiro conhecido como Bonde do Maluco. As autoridades acreditam ainda que estaria a atuar como agiota, concedendo empréstimos com juros elevados, indica o Correio da Manhã.
Abandonou Portugal em 2019, após ter beneficiado de liberdade condicional na sequência de uma pena de 12 anos de prisão por tráfico de estupefacientes, cumprida no estabelecimento prisional de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos. A saída do país não terá sido autorizada pelas autoridades judiciais, o que levou à sua sinalização internacional pela Interpol.
Entretanto, já em fuga e no âmbito de outro processo, acabou condenada a uma pena adicional de 4 anos, 5 meses e 30 dias de prisão por crimes de tráfico de droga, corrupção ativa e condução sem habilitação legal. Nesse contexto, o Tribunal do Porto emitiu um mandado de detenção a 6 de janeiro de 2022. De acordo com a decisão do Supremo Tribunal Federal brasileiro, que autorizou a sua detenção para efeitos de extradição, a arguida é suspeita de ter subornado funcionários e guardas prisionais para facilitar a entrada de droga numa cadeia, pode ler-se na mesma notícia.
Em 2017, quando ainda estava detida, chegou a ser autorizada a participar numa peça de teatro com atores profissionais, iniciativa que viria a dar origem a um documentário e a um filme-concerto. Na altura, afirmou querer afastar-se do mundo do crime e regressar à família, refere o mesmo jornal.
Já em 2019, esteve envolvida num movimento de contestação contra a Câmara do Porto, incluindo um abaixo-assinado e protestos, após ter sido despejada de uma habitação no bairro do Lagarteiro antes de sair em liberdade condicional. Apesar da libertação, acabaria por fugir ainda nesse mesmo ano.
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