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Tráfego médio de dados fixos por acesso aumenta 55% em 2020

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O tráfego médio de dados fixos por acesso aumentou 55% no ano passado, estimando-se que a pandemia de covid-19 tenha contribuído em 36,6% face à tendência histórica, adiantou hoje a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom).

Em comunicado, a entidade indicou que “em 2020, o tráfego médio de dados fixos por acesso aumentou 55%”, acrescentando que “estima-se que, devido à pandemia de covid-19, este tenha tido um incremento de 36,3% face à tendência histórica (sendo maior no 2.º trimestre do ano com +40,2%). Caso não tivesse ocorrido a pandemia, estima-se que o crescimento teria sido de 19,3% em comparação com 2019”, lê-se na mesma nota.

O regulador divulgou um relatório “que abrange informação muito diversificada sobre 2020 e permite fazer um balanço sobre os efeitos e alterações no consumo dos serviços de comunicação naquele que foi um ano de viragem”.

De acordo com a Anacom, “entre os usos das comunicações eletrónicas destaca-se o aumento da proporção de indivíduos que utilizaram a Internet para telefonar ou fazer chamadas de vídeo através de OTT [‘over the top], que passou de 52,5% em 2019 para 70,5% em 2020, um salto de 18 pontos percentuais [p.p.]”, referiu.

Paralelamente, “a comunicação na área da educação através de um website (30,8%), a TV pela Internet (43,4%) e o envio de ‘instant messaging’ (89,9%) foram outros dos serviços OTT com maior crescimento”, referiu a Anacom.

O regulador deu ainda conta de que “no caso do tráfego de encomendas registou-se um aumento de 20% em 2020, superior ao registado em 2019 (+14,1%)”, explicando que este crescimento “também terá estado associado ao confinamento da população nas suas residências”.

Por outro lado, “o comércio eletrónico sofreu o maior aumento dos últimos anos, de acordo com o INE, reflexo do confinamento da população e do encerramento de estabelecimentos comerciais”, sendo que, no ano passado, “cerca de 45% dos indivíduos referiu ter utilizado o comércio eletrónico nos 12 meses anteriores à entrevista, mais 5,8 p.p. que em 2019 e o maior aumento registado até ao momento”, disse a Anacom.

Os principais produtos encomendados pela Internet foram o vestuário e calçado (60%), as refeições entregues ao domicílio (38%) e os computadores, tablets, telemóveis, equipamento informático complementar ou acessórios (37%), lê-se na mesma nota.

A Anacom destacou ainda que a covid-19 “provocou igualmente um aumento das comunicações de voz tradicionais”, com o tráfego de voz móvel por acessos a crescer 16,4% em 2020.

“Estima-se que devido ao efeito da covid-19, este tipo de tráfego tenha aumentado 11,9% face à tendência histórica (sendo maior no 2.º trimestre de 2020 com +15,9%)”, sendo que “caso não tivesse ocorrido a pandemia, estima-se que o crescimento teria sido de 6,0% face a 2019”.

Já “o tráfego médio de voz fixa por acesso aumentou 7,0% em 2020”, com a pandemia a provocar, de acordo com as estimativas da Anacom, “um aumento de 22,2% em comparação com a tendência histórica (sendo superior no 2.º trimestre de 2020 com +30,4%). Caso não tivesse ocorrido a pandemia, estima-se que este tráfego teria diminuído 12,2% em comparação com o ano anterior”.

Por outro lado, “as alterações dos comportamentos de consumo resultantes da covid-19 acentuaram a diminuição do tráfego de SMS, que já estava em queda devido ao aparecimento de formas de comunicação alternativas”, disse a Anacom.

A entidade também deu conta de que “o número de acessos móveis pós-pagos e híbridos registou uma ligeira diminuição nas primeiras seis semanas do período de pandemia”, mais acentuada “no segmento não residencial”.

Também o número de utilizadores de Internet móvel registou um decréscimo em 2020, “contrariando a tendência de crescimento que se vinha a verificar nos últimos anos”, sendo que “por efeito da pandemia, estima-se que o número de utilizadores de Internet móvel diminuiu 4,2% em 2020”, disse a Anacom.

Na mesma nota, a Anacom revelou que “o tráfego de serviços postais também diminuiu (-12,4% face ao ano anterior).

“Estima-se que a pandemia tenha tido um efeito negativo de 9,8% neste tráfego durante o ano de 2020. Caso não tivesse ocorrido a pandemia, estima-se que o tráfego postal total teria crescido 2,9%”, concluiu.

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