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Coimbra

Trabalhadores da hotelaria e turismo do Centro exigem aumento de salários

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Os trabalhadores da hotelaria e turismo do Centro exigiram hoje, em Coimbra, aumentos salariais que reponham o poder de compra perdido e tenham em conta a “excelente situação” do setor em Portugal.

Numa ação reivindicativa junto à sede regional da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro reclamou “uma justa divisão da mais-valia produzida pelos trabalhadores”.

Acompanhado por outros responsáveis e delegados sindicais, o dirigente António Baião defendeu “aumentos salariais justos e dignos que reponham o poder de compra perdido ao logo dos anos, bem como tenham em conta a excelente situação do setor”.

Após um desfile pelas ruas da Baixa de Coimbra, entre a sede do sindicato e a delegação da AHRESP, António Baião preconizou também “a negociação imediata dos três contratos coletivos de trabalho” da área do turismo e hotelaria.

O sindicalista leu uma moção, que depois entregou nos serviços da associação patronal, no Largo da Portagem, que acabava de ser aprovada pela assembleia geral do sindicato, em representação dos trabalhadores dos hotéis, restaurantes, cafés, pastelarias, cantinas, refeitórios, áreas de serviço e bares concessionados.

No documento, é exigido “o fim da precariedade no setor, o respeito pelas normas da contratação coletiva e da lei, a garantia de horáios de trabalho que permitam a conciliação da atividade profissional com a vida pessoal e familiar e assegurem tempo para os trabalhadores viverem com dignidade”.

Em declarações aos jornalistas, António Baião disse que a ação hoje realizada, em Coimbra, insere-se na estratégia da Federação dos Sindicatos da Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT), filiada na CGTP, para que os dirigentes regionais da AHRESP levem a direção nacional da associação patronal “a sentar-se à mesa das negociações” com os sindicatos.

“O turismo tem vindo a aumentar há seis anos consecutivos com índices de crescimento anual nunca vistos. Os resultados de janeiro de 2019 confirmam a manutenção do crescimento, com o alojamento turístico a registar 1,3 milhões de hóspedes e três milhões de dormidas”, salienta a moção.

Estes resultados correspondem “a variações de mais 7,2% e mais 4,7%, respetivamente em relação a dezembro de 2018”.

Também o setor da restauração e bebidas, por exemplo, “vive uma boa situação económica, devido ao aumento do turismo interno e externo, tendo ainda beneficiado enormemente com a redução da taxa do IVA de 23% para 13%, em 2016”.

“Os preços dos serviços na hotelaria, restauração, bebidas e cantinas subiram muito acima da média nacional. Não obstante os excelentes resultados no crescimento das dormidas, da taxa de ocupação-cama líquida e dos proveitos, o setor do turismo paga salários muito baixos”, lamenta o sindicato.

Por outro lado, o setor “vive uma situação social grave devido aos altos índices de precariedade nos vínculos laborais, ao trabalho ilegal e clandestino, ao trabalho não declarado, aos horários desregulados, imprevisíveis e infindáveis de 10, 12 e 14 horas diárias, ao clima de impunidade geral existente com a violação sistemática das normas da contratação coletiva em vigor e da lei”.

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