Coimbra

Trabalhadores da Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra em greve por subsídios de férias e Natal

Notícias de Coimbra com Lusa | 1 ano atrás em 16-12-2022

 Algumas dezenas de trabalhadores concentraram-se hoje, em frente à sede da Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra (APCC), para reivindicar o pagamento dos subsídios de férias e de Natal que estão em dívida.

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“Vivemos esta situação desde julho deste ano. Apesar das várias promessas, dos avanços e recuos, neste momento ainda não foi concretizado o pagamento nem o subsídio de férias, nem do subsídio de Natal e os trabalhadores não tiveram outra alternativa”, disse o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro que é também funcionário na APCC, Sérgio Fachada.

Os trabalhadores estão em greve e vários marcaram presença durante a manhã em frente à sede da Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra (APCC) a exigir para sejam feitos os pagamentos.

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São cerca de 400 trabalhadores que a instituição tem, que estão a passar por esta situação.

De acordo com o dirigente sindical, são muitos os “agregados familiares com mais do que um trabalhador a trabalhar na instituição” e, por isso existem, funcionários a “passar sérias dificuldades”.

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Sérgio Fachada disse ainda que a direção tem dado “sucessivos prazos para a resolução do problema”, mas, “até ao dia de hoje, ainda não foram pagos os subsídios”.

Na quinta-feira houve uma reunião entre a direção, este sindicato e ainda outros dois sindicatos, onde foi dito que o “problema estava a ser resolvido”.

Seriam necessários cerca de 400 mil euros para pagar apenas o subsídio de férias.

Contactado pela agência Lusa enquanto decorria a concentração de funcionários, o presidente da direção da APCC, Fernando Filipe de Oliveira afirmou que a APCC vai assinar, durante a manhã, o empréstimo para resolver vários problemas principalmente “problemas de tesouraria”.

“Se o dinheiro ficar disponibilizado ainda hoje, na segunda ou na terça-feira, o subsídio de férias será pago. Imediatamente a seguir será [pago] o décimo terceiro mês e estaremos com o problema resolvido”, frisou.

Fernando Filipe de Oliveira não quis avançar com o valor que será pedido no empréstimo, ainda assim reafirmou que o empréstimo “cobre perfeitamente esta situação”.

O presidente da direção da APCC aproveitou a ocasião para deixar um agradecimento pelo trabalho feito pelos funcionários, que, apesar da situação, continuaram a prestar cuidados aos utentes, pedindo desculpa pelo sucedido.

As eleições para os órgãos sociais da APCC – direção, conselho fiscal e assembleia geral – estão marcadas para o dia 28 de dezembro.

Neste momento está aberto o processo eleitoral para a submissão de candidaturas, que decorre até terça-feira.

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