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Coimbra

Tóquio2020: Judoca conimbricense Joana Ramos eliminada na primeira ronda 

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A judoca portuguesa Joana Ramos foi hoje eliminada na primeira ronda da categoria de -52 kg dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, ao perder com a norte-americana Angelica Delgado.

Joana Ramos, 18.ª do ‘ranking’ mundial, perdeu com Delgado, 20.ª, por ippon, aos 2.26 minutos já do ‘golden score’ (prolongamento), naquele que foi o terceiro combate entre as duas judocas, e depois de nos anteriores, em 2007 e 2014, a portuguesa ter vencido.

A judoca, de 39 anos, natural de Coimbra, tinha sido nona classificada nas suas anteriores participações olímpicas: em Londres2012, a perder também na estreia, mas isenta na primeira ronda, e, no Rio2016, com uma vitória e uma derrota.

No Nippon Budokan, construído originalmente para os Jogos de Tóquio1964, Joana Ramos entrou no ‘tatami’ com o favoritismo, teoricamente, do seu lado, mas o combate acabou por ser muito equilibrado.

Nos quatro minutos não houve ações significativas, de parte a parte, numa luta que se arrastou até ao ponto de ouro – fase em que quem pontuar decide de imediato o combate -, e à qual a norte-americana chegou com um castigo, por passividade atacante.

No judo, três castigos (‘shido’) ditam a imediata eliminação, e Delgado ficou à ‘queima’ e em risco, quando a 1.22 minutos do prolongamento sofreu nova advertência, por falta de iniciativa.

Nessa fase, Joana Ramos demonstrava maior capacidade, mas sem conseguir desequilibrar verdadeiramente, e o segundo castigo acabou por ‘forçar’ a norte-americana a entrar no combate e a ser mais perigosa.

Uma situação que resultou, em contrapartida, num ‘shido’ a Joana Ramos, talvez mais cansada e defensiva, aos 2.14 minutos do prolongamento, e, poucos segundos depois, aos 2.26, a norte-americana conseguiu projetá-la para ippon.

Uma derrota inesperada para a portuguesa, à semelhança do que aconteceu no combate anterior, com a húngara Reka Pupp (19.º) a eliminar também a campeã olímpica em título e quinta do mundo em -52 kg, a kosovar Majlinda Kelmendi.

Kelmendi deu ao Kosovo a primeira medalha – de ouro – olímpica da história, em 2016 no Rio de Janeiro, e no sábado foi Distria Krasniqi, também no judo, em -48 kg, a dar ao país dos Balcãs a sua segunda medalha, também de ouro.

Nos Jogos Olímpicos Tóquio2020, Portugal prossegue na segunda-feira a participação no judo, com a entrada em ação de Telma Monteiro, a mais medalhada judoca portuguesa de sempre, e medalha de bronze nos Jogos do Rio2016.

Telma Monteiro, 10.ª do ‘ranking’ mundial e oitava cabeça de série, inicia a competição diante da costa-marfinense Zouleiha Abzetta Dabonne (38.ª), apurada através da quota continental para África.

A participação portuguesa no judo continuará até sexta-feira, com as estreias de Anri Egutidze (-81 kg), Bárbara Timo (-70 kg), Patrícia Sampaio (-78 kg), Jorge Fonseca (-100 kg) e Rochele Nunes (+78 kg).

No primeiro dia, no sábado, coube a Catarina Costa abrir a participação lusa na modalidade, com a judoca a chegar à luta pela medalha de bronze em -48 kg, num combate em que perdeu com a mongol Urantsetseg Munkhbat, terminando no quinto lugar.

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