Portugal
Teto do terminal da rodoviária em Leiria desaba e danifica 45 viaturas
Imagem: Repdroução CNN
Cerca de 45 viaturas foram danificadas quando o teto do terminal rodoviário de Leiria desabou, disse hoje o diretor da Rodoviária do Lis, durante a visita ao local do primeiro-ministro, Luís Montenegro.
Segundo Paulo Carvalho, durante a madrugada de quarta-feira estavam no terminal “cerca de 15 a 16 viaturas. A estrutura cedeu completamente, abafou as viaturas. Nós temos isto completamente encerrado. Temos também cerca de 30 viaturas das nossas oficinas que também foram completamente dizimadas”, especificou.
O responsável explicou que o serviço está a ser prestado na parte de fora do edifício, onde se faz a entrada e saída de passageiros.
No entanto, a Câmara Municipal de Leiria está a montar uma tenda para que, a partir de segunda-feira, a central rodoviária possa funcionar junto ao estádio de Leiria, de forma provisória.
O terminal rodoviário tem em funcionamento os serviços urbanos da cidade e os interurbanos da comunidade intermunicipal, assim como a Rede Expresso e a Flixbus.
“Temos aqui cerca de 90% de operação”, acrescentou Paulo Carvalho.
O presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, adiantou ao primeiro-ministro que as escolas do concelho estão em pausa letiva, não estando ainda definido quando retomam a atividade – “amanhã [sexta-feira] tomamos a decisão se se abrem ou não” na segunda-feira, adiantou.
O autarca admitiu, contudo, que a probabilidade de abrir naquele dia muitas escolas “é escassa”.
“Também precisamos de transportes escolares e não vamos conseguir funcionar”, afirmou.
Paulo Carvalho revelou que estão a ser desenvolvidos “esforços no sentido de encontrar viaturas noutras empresas do grupo para trazer para cá provisoriamente, enquanto estas não são reparadas”, precisou.
“Agora o principal é tentar remover esta estrutura danificada e começarmos em segurança a tratar da reparação das viaturas”, rematou Paulo Carvalho.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.