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Território de Montemor-o-Velho é o que mais preocupa Proteção Civil 

Notícias de Coimbra com Lusa | 1 hora atrás em 12-02-2026

O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra disse hoje que a maior preocupação no território é, neste momento, o concelho de Montemor-o-Velho.

Carlos Luís Tavares disse à agência Lusa que a barragem da Aguieira está a descarregar e, por isso, enquanto não se baixar a pressão no rio Mondego e com toda a água que está a ir para os campos agrícolas, a maior preocupação é o concelho de Montemor-o-Velho e a localidade da Ereira, que já está isolada há alguns dias, neste município.

“Mas também mantemos a preocupação nas margens direita e esquerda [do rio Mondego, entre Coimbra e Montemor-o-Velho], porque não estamos livres de que os diques rebentem. As pessoas têm de manter toda a atenção”, apelou.

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A Proteção Civil informou hoje que está a ser reforçado um conjunto de barreiras no rio Velho, em Montemor-o-Velho, e que está a acompanhar a situação do Mondego em alerta máximo.

O comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, adiantou hoje, em conferência de imprensa, que o rio Velho [do Mondego] “está a ser reforçado com um conjunto de barreiras para que, se houver um problema nesse rio, não haja comprometimento da população de Montemor-o-Velho”.

A margem direita do canal principal do rio Mondego partiu hoje de manhã e está a canalizar água para o canal de rega em frente à ETAR de Formoselha (Montemor-o-Velho), disse o presidente da Junta de Freguesia de Santo Varão.

Marcelo Gustavo, autarca no concelho de Montemor-o-Velho, explicou à agência Lusa que este canal de rega, que agora está pressionado por mais água do rio Mondego, também partiu uns metros mais à frente, já entre Formoselha (Montemor-o-Velho) e Granja do Ulmeiro (em Soure), e está a distribuir água para os campos agrícolas da margem direita, já sobrecarregada de água.

Este canal de rega, que é adjacente à margem do rio e está entre esta e os campos agrícolas, além de servir os agricultores, serve as celuloses da Figueira da Foz e faz abastecimento de água também para este último concelho no litoral do distrito de Coimbra.

Este é o terceiro incidente decorrente das cheias que têm atingido a zona do Baixo Mondego.

Na quarta-feira, por volta das 17:00, a margem direita do Rio Mondego, nos Casais, Coimbra, também colapsou e levou ao encerramento da Autoestrada 1.

O tabuleiro do viaduto da A1 viria a desabar ao final da noite na sequência do rompimento do dique nos Casais, Coimbra.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.