Coimbra

Terraços do Rio em Coimbra sem iluminação pública. Moradores queixam-se de insegurança (com vídeo)

Cátia Vicente | 2 anos atrás em 29-08-2022

A urbanização Terraços do Rio, em Coimbra, ainda não tem iluminação pública nem ligação direta ao Parque Verde, apesar da ponte pedonal sobre a Avenida da Lousã, estar concluída há vários meses. Os moradores queixam-se de insegurança e pedem a intervenção da Câmara Municipal. 

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“A falta de segurança e a perigosidade de andar na rua à noite é gritante”, disse ao Notícias de Coimbra um morador, que não quer ser identificado, adiantado que já fez dois pedidos por escrito à autarquia, “sem efeito”. 

“A iluminação é essencial, não entendo como nos dias de hoje este bairro que já tem muita gente a morar, não tem iluminação pública”, considera um outro habitante, instalado no empreendimento desde março.  “Estas situações são de evitar e não é após a sua ocorrência que devem ser solucionadas mas sim antes”, avisa. 

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Os moradores contactados garantem que já há várias escrituras feitas e recolha de resíduos diária. Segundo foi possível constatar no local estão habitados atualmente nove lotes. “Temos gás, água, pagamos tudo, mas não temos luz na rua, nem a ponte para o Parque Verde aberta, apesar de estar pronta e de já ter sido aberta à socapa durante a Queima das Fitas”, lamenta um dos habitantes, assegurando que se sente “desconfortável e inseguro” na zona. 

“Há muitas pessoas que gostam de fazer uma caminhada à noite ou passeiam o cão e estão num beco escuro, além de que podem cair ou tropeçar num passeio porque não se vê nada”, refere um dos proprietários, esclarecendo que a “única luz existente é dos projetores instalados pelo construtor no início da urbanização, mas que não iluminam toda a área”. 

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Questionada pelo NDC, fonte oficial da Câmara Municipal (CM) de Coimbra refere que “a ligação da iluminação pública assim como a abertura da ponte pedonal ao público, entre outras instalações, estão dependentes da receção provisória das obras de urbanização, por parte da CM de Coimbra, as quais não estão ainda em condições de serem rececionadas, na sua globalidade”. Contudo, na mesma resposta escrita e enviada ao NDC, a autarquia afirma que “atendendo a que, neste loteamento já existem diversas frações habitadas, a CM de Coimbra está a reavaliar, por razões de segurança pessoal, a viabilidade de proceder à receção provisória do sistema de iluminação pública”. Assim, adianta, “encontram-se a ser ultimados os procedimentos adequados para o efeito, designadamente os respeitantes à ligação da iluminação pública no loteamento, a qual se perspetiva que venha a ser concretizada a breve trecho”.

A autarquia justifica a demora nesta decisão explicando que “aquando da realização da vistoria para a referida receção provisória parcial verificou-se a necessidade de se proceder à correção/regularização, entre outras, de algumas obras das infraestruturas das vias rodoviárias, inibidores de estacionamento, arranjos exteriores, iluminação pública da ponte pedonal, de forma a dar cumprimento integral ao estabelecido no correspondente Alvará de Loteamento, identificando-se ainda algumas irregularidades processuais”. Esclarece ainda que “foi concedido ao promotor, um prazo para regularização das referidas desconformidades e anomalias” e que já “foi possível sanar as irregularidades processuais”, existindo ainda “desconformidades das obras da urbanização” que estão por resolver. 

Uma dessas desconformidades será a ponte pedonal que apesar de aparentemente estar pronta a usar –  e de até já ter sido utilizada à revelia – se encontra vedada com um gradeamento e fitas sinalizadoras. 

“A prática corrente da CM de Coimbra tem-se pautado por não aceitar a receção provisória das diversas infraestruturas subterrâneas (rede de iluminação pública, rede de abastecimento de águas, rede de drenagem de águas residuais, rede de gás, rede de telecomunicações), enquanto as infraestruturas viárias não estiverem em condições de serem rececionadas, atendendo a que a execução de intervenções corretivas para ultrapassar irregularidades/anomalias identificadas na rede viária, poderá provocar danos em outras infraestruturas enterradas, podendo pôr em causa a garantia dessas infraestruturas”, adianta o município. 

Refira-se que a Urbanização Terraços do Rio está instalada no local onde nasceu o polémico empreendimento Jardins do Mondego, composto por 253 apartamentos e cujos trabalhos foram embargados pela autarquia, em 2005, por estar a ser construído um piso a mais do que o inicialmente licenciado. Tantos anos volvidos, e com esta zona privilegiada a ganhar outra vida, ainda há problemas por resolver. 

Em atualização

Veja o direto NDC ao cair da noite na Urbanização Terraços do Rio:

 

 

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