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“Tensão e Narratividade” no Centro de Arte Contemporânea de Coimbra (com vídeos)

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Decorreu, hoje, no Centro de Arte Contemporânea de Coimbra a abertura da nova exposição “De que é feita uma coleção? Tensão e Narratividade”.

Trata-se da terceira desta sequência inaugural e conta com a curadoria de David Santos (Curador da Coleção de Arte Contemporânea do Estado) e de José Maçãs de Carvalho (Curador do Centro de Arte).

Esta exposição, que reúne obras de artistas como Álvaro Lapa, António Olaio, António Sena, Baltazar Torres, Eduardo Luiz, Gerardo Burmester, Helena Almeida, Joana Rêgo, João Tabarra, Nikias Skapinakis, René Bértholo, Rodrigo Oliveira, Shirin Neshat, entre outros, poderá ser visitada até ao dia 30 de janeiro de 2022.

“É um conjunto que procurou a partir de eixos temáticos, ler, compreender e conhecer um conjunto de obras que fazem parte da coleção de arte contemporânea do Estado e que foram depositadas a 25 anos no município de Coimbra e que fazem parte desta estrutura nova que é o Centro de Arte Contemporânea de Coimbra”, explicou o curador David Santos.

“De que é feita uma coleção? Tensão e Narratividade” foca-se “na narrativa, no verbo, na relação com a imagem” e sucedeu a primeira intitulada “Corpo e Matéria” que “apelava mais na obra de arte das referências do corpo, da materialidade pintura”, e a segunda “Fluxo e Metamorfose” mais focada “a lógicas surrealizantes e imaginárias, clarificou David Santos.

“Há uma certa funcionalidade narrativa em algumas destas obras, são narrativas em potência na maioria dos casos, umas pela própria composição pictórica, por exemplo com algumas questões relacionadas com o movimento ou com a sequencialidade, remetem para o universo cinemático e até cinematográfico, outras têm inscritas na pele da própria imagem a palavra ou a palavra em potência”, acrescentou o curador do Centro de Arte Contemporânea de Coimbra, José Maçãs de Carvalho.

O pintor Emerenciano tem uma obra patente nesta exposição e marcou presença na abertura para esclarecer que este trabalho “sem título” foi desenvolvido no contexto de “um processo que começa em 1973, depois de ter regressado da Guerra Colonial, com vontade de escrever, mas porque vivíamos ainda em ditadura e percebi que a censura que existia motivava a metáfora”, explicando deste modo a dimensão simbólica desta pintura.

 

Na inauguração desta exposição marcaram presença, o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Manuel Machado, o presidente da Assembleia Municipal de Coimbra, Luís Marinho e a vereadora da Cultura do município de Coimbra, Carina Gomes, mas face ao luto nacional em homenagem a Jorge Sampaio, não prestaram declarações.

Pode ver o vídeo do direto NDC da abertura da exposição:

 

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