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Coimbra

“Tempo de…” dá o mote ao próximo ciclo de programação do Teatrão

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A ideia do tempo vai dar o mote ao próximo ciclo de programação de O Teatrão de Coimbra, que arranca em setembro e conta com a particularidade de ter sido escolhida com a ajuda do público.

“Decidimos chamar o próximo ciclo de programação de ‘tempo de…’: é tempo de quê, de parar ou agir, de refletir ou discutir, porque passa tudo muito a correr? A ideia do tempo é, na verdade, a provocadora das novas criações do Teatrão”, destacou a diretora de O Teatrão, Isabel Craveiro, ontem na apresentação.

O próximo ciclo de programação do Teatrão arranca em setembro e prolonga-se até agosto de 2023, propondo uma série de experiências e trabalhos com outras linguagens e coletivos.

“Queremos que seja um tempo mais denso e profundo e não tanto a correr. Também é tempo de pensarmos os 50 anos da revolução portuguesa e de pensarmos os 30 anos do Teatrão, que faz o seu aniversário em 2024”, informou.

De acordo com Isabel Craveiro, a programação espelha também a vontade do público, que foi “desafiado a pensar nas diferentes dimensões do Teatrão”.

“Quisemos incluir e saber o que os outros pensam e querem, neste caso o público”, justificou.

Em setembro e outubro será apresentada a nova criação do Teatrão, em coprodução com o Teatro Municipal Joaquim Benite – Companhia de Teatro de Almada, intitulada “Os cadáveres são bons para esconder minas”.

O espetáculo estará em Almada de 15 a 18 de setembro e de 20 de outubro a 13 novembro, na sala grande da Oficina Municipal de Teatro, em Coimbra.

Trata-se de um projeto performativo que “procura explorar a memória da Guerra Colonial que Portugal travou nas suas antigas colónias ultramarinas de Angola, Moçambique e Guiné-Bissau contra os movimentos independentistas”.

“Ocorrido há 50 anos, este conflito mobilizou um milhão de soldados e afetou toda a sociedade portuguesa, de formas que durante anos e anos ficaram por contar e compreender. Tal com atualmente o Ocidente tem vindo a discutir o legado esclavagista e colonial, impõe-se regressar a esta ferida da história recente portuguesa para compreender as suas implicações para toda uma geração e de que modo as suas repercussões chegam aos nossos dias”, referiu o Teatrão.

Destaque também para “Time”, uma criação do Teatrão e da coreógrafa Aldara Bizarro, a que o público poderá assistir na sala grande da Oficina Municipal de Teatro, em Coimbra, de 23 de março a 22 de abril de 2023.

Este espetáculo entrará em digressão a partir de maio de 2023, passando por Leiria, Cacém, Almada, Ourém, Porto de Mós, Maia, Serpa, Alverca, Viseu e Loulé.

“’TIME’ é uma peça de dança para adolescentes, criada para três atores, em torno do tema ‘tempo’, como resposta ao desafio de criação de se trabalhar, a ideia de utopia e de mudança”, descreveu.

Fantasia Futurista é o principal projeto que a companhia desenha para alinhar com as comemorações dos 50 anos da revolução de abril.

Trata-se de “um concurso de dramaturgia na lusofonia”, tendo este projeto várias fases de implementação e “alguma dose de imprevisibilidade, já que a sua segunda parte depende da qualidade dos textos produzidos, mas é também um projeto de edição teatral”.

“Será ainda, se possível, o projeto de montagem e apresentação destes textos em palco”, acrescentou o Teatrão.

A programação do Teatrão para o próximo ano inclui diversas coproduções e produções de outras companhias, projetos pedagógicos, vários espetáculos de ‘Música na Tabacaria’, workhops, oficinas e residências artísticas, entre outros projetos.

As classes do Teatrão, um projeto de formação que existe desde 2001, arrancam em outubro com mais três turmas, que se juntam às nove que já existiam.

As inscrições para estas turmas de teatro para crianças, jovens e adultos, que funcionam uma vez por semana em horário pós-laboral, decorrem até 23 de setembro.

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