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Tempestade obriga foliões a trocar samba por plano B — mas esta festa recusa a meter baixa

Notícias de Coimbra | 1 hora atrás em 07-02-2026

Imagem: Imagem Ilustrativa

O Carnaval da Nazaré vai realizar-se de forma condicionada para garantir as condições de segurança no concelho afetado pelo mau tempo, informou hoje a câmara municipal.

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O município do distrito de Leiria, que este ano delegou a organização do Carnaval na Real Confraria do Carnaval da Nazaré, informou hoje que as duas entidades optaram por realizar os festejos “de forma condicionada, tendo em conta o atual contexto e a necessidade de garantir todas as condições de segurança”.

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Segundo a autarquia, o Carnaval da Criança será realizado nos pavilhões (Nazaré, Valado dos Frades e Estrela do Norte) na sexta-feira, dia 13.

O Sábado Magro, transferido para o dia 14, “realizar-se-á sem apoio logístico do município, sendo igualmente cancelado o desfile noturno”, lê-se na informação da autarquia, acrescentando que o desfile de domingo, na marginal, também não se realizará.

Porém, “caso a situação de calamidade venha a ser revogada e estejam reunidas todas as condições de segurança, o desfile de terça-feira poderá realizar-se sem restrições”, informou a câmara municipal.

No concelho, os bares e salas de baile poderão funcionar normalmente entre os dias 13 e 18, estabeleceu ainda a autarquia.

Na rede social Facebook, o presidente da autarquia, Serafim António, justificou hoje que “estas decisões têm um único objetivo: garantir a segurança das pessoas num momento em que os serviços municipais continuam totalmente empenhados na reposição da normalidade, após os impactos recentes do mau tempo”.

O Carnaval comemora-se este ano na terça-feira dia 17 e as festividades decorrem tradicionalmente entre a sexta-feira anterior e a Quarta-feira de Cinzas.

Na Nazaré, os festejos iniciam-se no primeiro dia do ano, com a apresentação dos reis, e prossegue com a Romaria de São Brás, celebrada a 03 de fevereiro, e que este ano foi cancelada, devido aos impactos da depressão Kristin.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.