Portugal tem vivido semanas de chuva, vento e cheias, e a próxima semana (9 a 15 de fevereiro) não será exceção. Segundo os meteorologistas, uma depressão vai trazer precipitação forte, concentrando em apenas três dias a média mensal de chuva em algumas regiões.
A explicação para esta sequência de tempestades está ligada ao Anticiclone dos Açores, normalmente responsável por desviar as depressões atlânticas para norte, protegendo Portugal. Este ano, o anticiclone deslocou-se para sul, criando um corredor aberto entre o Atlântico e a Península Ibérica, permitindo que as tempestades atinjam diretamente o território português, explica o site Leak.
As depressões formam-se no meio do Atlântico, onde o ar quente e frio se encontra, e são empurradas pela corrente de jato em direção à Europa. Sem o “escudo” habitual do anticiclone, as tempestades chegam em série e ainda podem intensificar-se com o calor do oceano.
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Esta situação é temporária e dentro do padrão climático normal do país, mas significa que, enquanto o anticiclone não regressar à sua posição habitual, Portugal continuará a enfrentar entradas frequentes de sistemas atlânticos.