Educação
“Temos de garantir o futuro da escola agrária”: João Gândara toma posse como presidente da ESAC
João Gândara tomou posse como novo presidente da Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC), assumindo o compromisso de reforçar o crescimento, garantir a sustentabilidade financeira e preparar o futuro da instituição a médio e longo prazo.
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Em declarações ao Notícias de Coimbra, o novo presidente afirmou encarar o cargo com “um enorme orgulho” mas também com “um enorme desafio”.
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“Fico feliz e contente por ter sido escolhido para estas funções. Mas, ao mesmo tempo, sinto a responsabilidade que assumo hoje de ficar nas minhas mãos a gestão de uma escola com uma tão longa história e à qual necessariamente eu tenho que garantir um futuro.”
Entre as prioridades do mandato, João Gândara destaca a necessidade de manter e, se possível, acelerar a trajetória de crescimento que a escola tem registado nos últimos anos.
“Crescer. Manter e, se possível, acelerar o crescimento da escola. A escola tem, nos últimos anos, vindo a crescer, também em número de alunos, em número de formações e, em particular, ao nível dos doutoramentos, do financiamento de projetos e do número de publicações. É importante que esse crescimento se mantenha e se acelere.”
O novo presidente sublinha, contudo, que esse crescimento está diretamente ligado à capacidade de captação de estudantes e ao reforço do financiamento.
“É importante garantir as condições de financiamento para que a escola se mantenha em bom funcionamento. Isso está inevitavelmente ligado à captação de estudantes e será uma das principais tarefas e um dos grandes desafios que tenho pela frente.”
João Gândara alerta ainda para a insuficiência do financiamento público e para a pressão crescente sobre docentes e trabalhadores não docentes.
“O Orçamento de Estado não é suficiente para nos mantermos. Temos que assegurar receitas fruto do trabalho dos docentes e dos não-docentes. Mas sinto, por vezes, que estaremos a chegar a um ponto de rutura. Já não é possível pedir aos docentes e aos trabalhadores que façam mais do que aquilo que já fazem sem lhes dar nada em troca.”
Nesse sentido, defende a necessidade de encontrar formas de valorizar e retribuir o esforço da comunidade académica, garantindo condições para continuar a crescer de forma sustentada.
Outro dos desafios passa por reforçar a visibilidade e a relevância das formações da escola, nomeadamente ao nível da empregabilidade.
“Temos que conseguir demonstrar a relevância das nossas formações para o futuro do país e a empregabilidade que têm, que às vezes deixa as pessoas surpreendidas. Temos cursos em que os estudantes têm trabalho garantido no dia em que acabam a formação.”
Apesar de afastar cenários de risco imediato, o novo presidente deixa claro que é fundamental preparar o futuro com antecedência.
“Não querendo ser dramático, mas temos que garantir o futuro da escola agrária. A escola não vai fechar daqui a um ano, nem daqui a dois ou três. Mas é preciso começarmos já a lutar pela sustentabilidade da escola daqui a 10 ou 15 anos.”
João Gândara inicia assim um mandato focado na consolidação financeira, no crescimento académico e na afirmação estratégica da Escola Superior Agrária de Coimbra no panorama do ensino superior nacional.
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