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Ensino

Tecnológicas portuguesas do setor da educação cresceram durante a pandemia

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O ensino e trabalho remoto durante a pandemia de covid-19 “forçaram uma evolução tecnológica” das escolas que impulsionou o crescimento de empresas de tecnologia portuguesas do setor da educação, afirmou o presidente executivo da e-Schooling, Marco Coelho. 

No caso do e-Schooling, sistema informatizado de gestão escolar criado em 2007, o volume de negócios quase duplicou, de 1,1 milhões de euros em 2020 para dois milhões de euros em 2021, disse hoje à agência Lusa em Londres, onde se encontra a participar na feira internacional Bett.

Inicialmente centrada nas áreas administrativa e financeira, a solução deixou de “apenas resolver problemas para se focar no aluno” e na área pedagógica, com ferramentas para os professores prepararem aulas, partilharem recursos e avaliarem o desempenho.

Os pais passaram a ter acesso à plataforma para adicionarem atividades extracurriculares, vincou Coelho, permitindo um acompanhamento em tempo real das crianças numa altura em que o contacto com docentes e as escolas era limitado.

Atualmente já presente num grande número de escolas de ensino privado em Portugal, a e-Schooling cresceu internacionalmente para o Brasil, Itália, Moçambique, Angola e Guiné Bissau e está a explorar oportunidades na Hungria e Roménia.

“Nós temos um produto disruptivo praticamente único a nível mundial”, reivindicou Marco Coelho, que prevê um crescimento de 30% na faturação em 2022 face ao ano anterior.

Outra empresa que beneficiou das circunstâncias especiais da pandemia foi a Inforlândia, que antes da pandemia já se afirmava como a maior fabricante de equipamentos informáticos em Portugal e um dos principais fabricantes europeus de computadores pessoais.

Desde meados de 2020 vendeu mais de um milhão de computadores portáteis para permitir às crianças e jovens continuarem a ter aulas à distância durante os períodos de confinamento, quando as escolas estavam fechadas, ou devido à necessidade de isolamento profilático, confirmou à Lusa o diretor de soluções de negócio, Johny Valente, também presente na Bett.

A empresa fundada em 1990 foi uma das vencedoras do concurso público lançado pelo Governo português, mas também forneceu países como Argentina ou Panamá no âmbito dos respetivos programas de ensino digital.

Este impulso reflete-se no volume de negócios da Inforlândia, que disparou 40%, de 76 milhões de euros em 2020 para 105 milhões em 2021, estando projetado um novo crescimento de 40% em 2022, para cerca de 150 milhões de euros, adiantou Valente.

Além dos equipamentos ‘hardware’, a empresa está a apostar na nova solução de segurança CUCo que desenvolveu recentemente, e que permite o bloqueio local ou remoto de equipamentos furtados ou perdidos.

Esta funcionalidade tem sido útil no controlo dos computadores distribuídos pelas escolas para garantir a devolução no final do ano letivo.

“Reduz o risco de venda no mercado paralelo por alguns pais, como aconteceu no passado, e serve como um elemento diferenciador relativamente aos nossos concorrentes”, afirmou o diretor de soluções de negócio da Inforlândia.

A inovação vai começar a ser instalada em outras marcas, nomeadamente a Lenovo e Dynabook, disse Johny Valente, existindo também conversas em curso com a Dell.

Além destas duas empresas, participam na Bett a jp.ik, unidade de negócio da JP Sá Couto dedicada à educação, e a Nautilus, que produz mobiliário para o segmento escolar.

A Bett é uma feira internacional de equipamento e tecnologias para o setor da educação que atrai anualmente mais de 20.000 visitantes de mais de 50 países.

O evento, que voltou ao formato presencial após uma ausência de dois anos devido à pandemia covid-19, encerra na sexta-feira.

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