Documento foi entregue pelo vereador da Iniciativa Liberal Celso Monteiro.
No período antes da Ordem do Dia, o eleito da Iniciativa Liberal pela coligação “Juntos Somos Coimbra” entregou uma proposta de intervenção estrutural na Estrada Nacional 341 – Ponte do Paço e que faz a ligação rodoviária entre Arzila (Coimbra) e Pereira (Montemor-o-Velho).
Subscrito pelos presidentes da União de Freguesias de Taveiro, Ameal e Arzila Cândido Malva e da Junta de Freguesia de Pereira António Ferreira, e acompanhado da assinatura do autarca Celso Monteiro, é dito que aquela via é “uma infraestrutura interconcelhia estratégica, essencial para a mobilidade diária de centenas de pessoas, para o escoamento da produção agrícola do Baixo Mondego, para o acesso a serviços públicos fundamentais e para a coesão territorial entre dois concelhos historicamente ligados”.
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Os autarcas lembram que “a persistência de cheias que tornam esta estrada intransitável representa uma falha grave de planeamento e de resposta pública, sobretudo num contexto em que os riscos são conhecidos, recorrentes e previsíveis”. E frisam: “a ausência de uma solução estrutural coloca em causa a credibilidade da ação pública e a confiança das populações nas instituições responsáveis”.
Por outro lado, lembram que “os episódios de inundação da EN 341 neste troço deixaram de ser excecionais”, pois “a submersão da plataforma rodoviária ocorre com regularidade suficiente para ser considerada um problema estrutural e não um acidente ocasional”. “Sempre que o caudal aumenta, a estrada transforma‑se num ponto de acumulação de água, obrigando ao seu encerramento”, revelam.
Em terceiro lugar, referem que “foram realizadas obras na Ponte do Paço há relativamente pouco tempo, envolvendo investimento público significativo”. Só que “essas intervenções não resolveram — nem podiam ignorar — o problema fundamental da cota da estrada e da insuficiente capacidade de escoamento das águas nos acessos à ponte”, dizem.
Como tal urge proceder à “elevação da plataforma rodoviária e melhoria da drenagem” daquela via.
“Ignorar a evidência técnica e as exigências sociais, ou prolongar a indefinição quanto a soluções estruturais, constituirá uma falha de governação e de responsabilidade pública perante os eleitores e as populações que representam”, lembra Celso Monteiro.