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Coimbra

TAGV apresenta no final do mês “a primeira produção carbono (quase) zero”

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“Estreia absoluta de nova coprodução: esta é a primeira produção carbono (quase) zero, ensaios com energia verde, elementos de cena reutilizados, deslocações da equipa, para ensaios, a pé, de metro ou de bicicleta, e iti-nerância em veículo elétrico”, explica a organização.

A nova criação da companhia do Porto tem estreia absoluta agendada para dia 27 de outubro, às 21h30, no Teatro Académico de Gil Vicente. 

“Versão Beta” é a exploração a solo, eminentemente autobiográfica, das tensões entre passado, presente e futuro, entre o que se projetou e o que se viveu, entre o que se deseja e o tempo que ainda temos ou que já não temos. Carlos Costa, num registo íntimo e divertido, constrói relações improváveis entre uma cassete vídeo de 1984, a leitura in-terminável de uma obra iniciada em 1995 e um projeto com estreia marcada para 2038 e em preparação desde 2008. 
 
Este espetáculo encerra, no Visões Úteis, um ciclo de trabalho, dividido entre o teatro e a performance na paisagem e em comunidade, entre o palco de equipamentos culturais e derivas híbridas pelo espaço público, em que as questões da memória, identidade e arquivo são particularmente importantes. Esta é também a primeira produção carbono (quase) zero da companhia, fundada em 1994 que vai contar com ensaios com energia verde, elementos de cena reutilizados, deslocações da equipa, para ensaios, a pé, de metro ou de bicicleta, e itinerância em veículo elétrico. 
  
O Visões Úteis é um projeto artístico, de origem teatral, fundado no Porto em 1994, e atualmente residente na freguesia de Campanhã. Até ao final de 2020 o Visões Úteis criou e produziu 44 espetáculos de teatro, nove trabalhos de Performance na Paisagem, duas Performances Comunitárias, 11 filmes e cinco festivais, em Portugal, Espanha, França e Itália. 

O Visões Úteis é um projeto artístico, marcadamente de autor, que se produz a si próprio, um projeto pluridisciplinar, com uma direção partilhada e assente em metodologias de trabalho colaborativas que convocam uma especial participação de toda a equipa artística. Como sinais desta identidade podem apontar-se as sucessivas experiências de Performance na Paisagem – articuladas com viagens, residências, património e memórias, e a assinatura de dramaturgias originais, resultado de longos processos criativos que questionam, sem mediação, não só o nosso aqui e agora mas também os modos de participação do público. 
 
No Visões Úteis o projeto estético sempre cresceu em sintonia com uma forte motivação ética: podemos mesmo dizer política numa constante reflexão acerca do sentido contemporâneo de fazer arte e teatro, que quotidianamente marca as opções de trabalho, agudiza a consciência da responsabilidade social e política para com as comunidades envolventes e obriga à partilha dos processos de reflexão e autonomia da arte contemporânea com a população em geral, e em particular com todos aqueles que vivem nas periferias, sejam estas de geografia, género, geração, cultura ou etnia.

Como sinal desta identidade pode apontar-se o crescimento, ao longo dos últimos anos, da atuação no domínio da programação, quando associado ao desenvolvimento do território de Campanhã, à transferência de conhecimento entre as instituições de ensino superior e as profissões das artes performativas e a diversas parcerias de criação, aprendizagem e acolhimento, nomeadamente em contexto europeu.

O Visões Úteis é membro da PLATEIA – Associ-ação de Profissionais das Artes Cénicas, do IETM – International Network for Contemporary Performing Arts e da Fundação Anna Lindh. A Direção Artística é de Ana Vitorino, Carlos Costa e João Martins. 

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