Região

Tábua volta a pedir que Governo apoie municípios excluídos da calamidade

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 minutos atrás em 13-02-2026

A Câmara de Tábua voltou a apelar ao Governo na quinta-feira para que o município possa aceder a apoios financeiros, apesar de não estar inserido na situação de calamidade, tendo no concelho quase dois milhões de euros em prejuízos.

“Há municípios na região de Coimbra como o nosso [Tábua], que não tendo aquela classificação da calamidade, não estão a encontrar, nem podem submeter as candidaturas ao Estado [para obter financiamento]. Ainda ontem [quinta-feira] apelámos novamente para que se possa revisitar esse tema”, disse hoje o presidente da autarquia tabuense.

Em declarações à agência Lusa, Ricardo Cruz sublinhou que “os prejuízos [do mau tempo] estão a aumentar” e não está a ser encontrado “financiamento para os poder inserir”.

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Segundo o edil, os estragos naquele concelho do interior do distrito de Coimbra estão “quase a bater os dois milhões de euros”, apesar de admitir que “os verdadeiros valores” e levantamentos “só podem ser feitos depois desta intempérie passar”, tendo em vista que podem aumentar.

Ao esclarecer que o Governo decretou estado de contingência para o concelho, o líder do executivo voltou a referir que não estão claros quais os critérios de inclusão para se decretar situação de calamidade nos municípios.

“Continuamos a não perceber [os critérios de inclusão na situação de calamidade], tendo em consideração que existem municípios com menos prejuízos que o nosso e que ficaram enquadrados”, reiterou, salientando, entretanto, “não querer fazer comparações”.

A autarquia já concretizou um protocolo com a Associação Nacional De Criadores De Ovinos Da Serra Da Estrela (Ancose), para “salvaguardar alguma alimentação e também substituição de algumas coberturas”, “prontamente efetuadas” aos associados do município.

À agência Lusa, o edil referiu também que foi pedido “um reforço das análises das águas à concessionária, neste caso à Águas do Planalto”, estando a água apta para consumo humano.

Entre as situações que assolam Tábua, além do realojamento de três famílias, está a atenção no principal acesso à localidade de Ribeira, em Touris, que “está para ruir”, havendo para já caminhos alternativos.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.