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Suspeito de matar cunhado à facada no Fim de Ano na Figueira da Foz estava com pulseira eletrónica

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 1 hora atrás em 02-01-2026

A tranquilidade da Praia da Leirosa foi brutalmente rasgada na noite de 31 de dezembro por um homicídio violento que deixou a comunidade em estado de choque. José Romão, de 50 anos, suspeito de matar o cunhado, o pescador Hélio Jacinto, de 51 anos, estaria a usar pulseira eletrónica devido a um processo de violência doméstica contra a companheira, Sara.

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Segundo apurou o Notícias de Coimbra, o homem, residente na zona de Ílhavo (Aveiro), deslocou-se sozinho para a Praia da Leirosa no dia 24 de dezembro. Dias depois, a 30, a companheira acabou por se juntar à família, convencida pela agora viúva, Natália Romão, que pretendia promover uma reconciliação entre o irmão e a cunhada durante a passagem de ano.

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O que deveria ser um encontro de paz e reconciliação acabou em tragédia.

De acordo com a Polícia Judiciária, através da Diretoria do Centro — com o apoio da GNR do Paião —, durante o jantar de réveillon, uma discussão violenta terá irrompido por motivos ainda não totalmente esclarecidos. Numa tentativa de evitar que o conflito escalasse, Hélio Jacinto saiu para o exterior da habitação.

Mas o desfecho foi fatal.

Inconformado, José Romão terá ido atrás da vítima, empunhando uma faca. Após provocar um confronto físico, desferiu dois golpes, um na região torácica e outro na abdominal, ferimentos que se revelaram mortais. O pescador da Praia da Leirosa não resistiu.

O detalhe que agora arrepia familiares e investigadores surge nas redes sociais: no dia anterior ao crime, 30 de dezembro, José Romão publicou no Facebook uma mensagem enigmática e inquietante: “Emoções… aparência rude… coração doce… coerência… zero inocência… a dose certa de indecência…”.

Palavras que, à luz dos acontecimentos, ganham um peso perturbador.

José Romão foi detido pela Polícia Judiciária e encontra-se sob custódia. Será presente a primeiro interrogatório judicial esta sexta-feira, 2 de janeiro, onde lhe serão aplicadas as medidas de coação consideradas adequadas.

A Praia da Leirosa chora agora a perda de um dos seus pescadores, enquanto as autoridades continuam a investigar todos os contornos de um crime que manchou de sangue a noite que deveria marcar um novo começo.

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