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Supermercados portugueses saqueados e incendiados no litoral da África do Sul

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Pelo menos três supermercados de empresários portugueses, filhos de madeirenses, foram saqueados e incendiados no litoral do país em resultado dos distúrbios pró-Zuma, disse hoje fonte consular à Lusa.

“Em Durban consta um caso de um supermercado do Food Lovers Market, onde entraram durante a noite, fizeram prejuízos e roubaram muita coisa”, adiantou o cônsul honorário de Portugal em Durban, Elias de Sousa, à Lusa.

A África do Sul tem sido sacudida nos últimos dias por violentos protestos depois do ex-Presidente sul-africano Jacob Zuma ter sido detido.

“Depois temos, infelizmente, em Pietermaritzburg, uma família que tinha vários supermercados e dois deles foram afetados, julgo que um deles foi incendiado, roubaram muita coisa e também destruíram”, explicou.

Elias de Sousa considerou que a situação que se vive na região litoral do país é neste momento de “grande apreensão”, acrescentando que “têm incendiado supermercados, há imensos distúrbios e estamos a aguardar a comunicação ao país do Presidente da República Cyril Ramaphosa sobre esta situação de insegurança”, frisou.

O cônsul português confirmou à Lusa que as Forças Armadas sul-africanas estão destacadas nas ruas de Durban e Pietermaritzburg, capital da província litoral oriental do KwaZulu-Natal, para conter as ações de violência que eclodiram desde quinta-feira após a detenção do ex-Presidente Jacob Zuma para cumprir pena de prisão por desrespeito ao Tribunal Constitucional, a mais alta instância judicial no país.

Nesse sentido, Elias de Sousa considerou que o envio da tropa sul-africana “será uma mais-valia porque parece que o número de polícias não era suficiente”.

O cônsul honorário português frisou que “as pessoas estão preocupadas”.

“Não é só a nossa comunidade, mas toda a população em geral porque aqui onde vivo temos segurança dia e noite, mas não havendo transportes é possível que à noite não tenhamos segurança”, acrescentou.

No país, estima-se que vivam pelo menos 200 mil portugueses e lusodescendentes, a maioria com ligações à Madeira.

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