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Stephen Hawking apontou fim da Terra para 2600 

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 2 horas atrás em 25-02-2026

O físico britânico Stephen Hawking captou a atenção mundial ao projetar uma data para o possível colapso da Terra: o ano 2600.

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A previsão foi apresentada durante uma conferência científica em Pequim, num fórum anual de tecnologia, em que Hawking, na altura, abordou os riscos associados ao crescimento populacional descontrolado, ao consumo energético excessivo e à crise climática.

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Conhecido pelas suas análises ousadas sobre o futuro da Humanidade, Hawking alertou, nos últimos a nos de vida, que se o ritmo atual de crescimento demográfico e de consumo de energia se mantiver, o planeta poderá tornar-se inabitável em menos de seis séculos. Para o cientista, a Humanidade dispõe de um prazo crítico para encontrar alternativas viáveis fora da Terra.

A declaração foi feita por videoconferência, a partir do Reino Unido, durante a Cúpula WE da Tencent. Hawking tinha descrito um cenário dramático, em que o aumento da população e do consumo de eletricidade poderia levar o planeta a “brilhar em vermelho vivo”, devido ao calor gerado pelas atividades humanas.

Hawking apontou a superpopulação como o principal fator de risco. Segundo o cientista, o número de habitantes da Terra duplica aproximadamente a cada quatro décadas, aumentando a pressão sobre os recursos naturais e os sistemas de produção de energia.

O crescimento exponencial resultaria num consumo energético insustentável, com o calor produzido pelo uso massivo de eletricidade e combustíveis fósseis a transformar, ao longo de 600 anos, a superfície terrestre numa massa incandescente, inviabilizando a vida como a conhecemos.

O físico alertou ainda para os limites físicos do planeta, lembrando que a Terra tem uma capacidade de suporte finita. Sem alterações profundas na organização social e económica global, a extinção de espécies poderia ocorrer num período de mil a dez mil anos.

Autor do best-seller Uma Breve História do Tempo, Hawking aprofundou as suas preocupações ambientais no documentário Stephen Hawking: Expedition New Earth, produzido pela BBC. Nele, descreve a Humanidade como estando num ponto crítico face ao aquecimento global. Segundo as suas análises, a continuação das emissões de gases com efeito de estufa poderia levar a Terra a condições semelhantes às de Vénus, com temperaturas médias a atingir 250 °C e chuvas constantes de ácido sulfúrico.

Hawking destacou ainda que a ambição humana e a dificuldade na implementação de políticas ambientais eficazes tornam o combate à crise climática ainda mais complexo, agravando o risco de colapso ambiental.

Perante este cenário alarmante, Hawking defendeu que a única alternativa para garantir a sobrevivência da espécie humana seria tornar-se multiplanetária. Inspirado na ficção científica de Star Trek, sugeriu que a exploração interestelar deveria ser uma prioridade estratégica.

Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica aos 21 anos, Hawking dedicou a sua vida ao estudo do universo e dos buracos negros. Até ao fim da sua carreira, manteve a convicção de que a exploração espacial não era apenas um avanço científico, mas uma necessidade urgente para evitar o desaparecimento definitivo da Humanidade.

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