Coimbra

Startup Capital Summit discute em Coimbra temas como ‘deep tech’

Notícias de Coimbra com Lusa | 6 minutos atrás em 07-04-2026

 Cerca de 1.100 participantes são esperados na edição deste ano do Startup Capital Summit, em Coimbra, em junho, para se debaterem temas como ‘deep tech’, capital de risco, inovação e transferência de tecnologia.

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No dia 03 de junho, estarão reunidos no Convento São Francisco (CSF) empresas, empreendedores, investidores, investigadores, docentes e estudantes, num programa com dezenas de iniciativas.

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Ao longo da apresentação do evento, no CSF, hoje, a presidente da Câmara de Coimbra aludiu ao desejo de que toda a Região de Coimbra seja “um território onde a ciência se transmuta em oportunidade económica e onde o talento encontra o solo fértil para fixar”, sendo o Startup Capital Summit “o símbolo máximo desta ambição”.

Segundo Ana Abrunhosa, as ‘startups’ da Região “são um veículo essencial para atrair e reter talento qualificado”, sendo responsáveis por criar “empresas de elevado valor acrescentado, capazes de oferecer salários competitivos”, que permitem aos residentes e aos que vêm de fora “viver, trabalhar e prosperar na Região de Coimbra”.

A líder camarária ressaltou ainda a importância do trabalho conjunto entre a Câmara Municipal, a Universidade de Coimbra (UC), o Instituto Pedro Nunes (IPN) e a Região Metropolitana de Coimbra, que se uniram para consolidar a edição de 2026.

De acordo com a pró-reitora da UC para o Empreendedorismo, Gabriela Fernandes, a iniciativa “vai ocupar todos os espaços” do CSF com um programa dividido em dois objetivos principais, nomeadamente “dar o primeiro testemunho de várias ‘startups’ de ‘deep tech’ [de conhecimento e tecnologia intensiva]” e “criar oportunidades de novos negócios” para as ‘startups’.

Entre as novidades, há o ‘showcase’ de ‘startups’ e ‘spin-offs’ académicas, que contarão com cerca de 60 expositores, e o ‘One-Stop-Shop’, onde várias instituições que apoiam o ecossistema de inovação e empreendedorismo estarão num espaço junto das ‘startups’.

As candidaturas para participar no ‘showcase’ estão abertas até 10 de maio, data em que também encerram as candidaturas para a ‘Pitch Competition’, que inclui uma competição de ‘startups’ e outra competição de ideias e negócios de base científica e/ou tecnológica.

Painéis, conferências, ‘talks one-to-one’, ‘workshops’ e a possibilidade de realizar reuniões ‘one-to-one’, agendadas através de uma aplicação móvel, são algumas das propostas.

Durante a manhã, decorrem intervenções dos quatro organizadores do evento, do ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, e do CEO do Banco Português de Fomento (BPF), Gonçalo Regalado.

A parte da tarde será marcada por momentos mais informais, com várias sessões paralelas, tendo a pró-reitora explicado que toda a programação foi desenhada para abranger tanto ‘startups’ que estão numa fase mais inicial de desenvolvimento, tanto as que estão mais avançadas.

O reitor da UC, Amílcar Falcão, disse que o evento tem “estabilizado um número de participantes a rondar os 1.100” e de parceiros, quer institucionais, quer conferencistas, “na ordem das várias dezenas”.

Este “é um evento que está consolidado e que é essencial para Coimbra e para a Região”, vincou, defendendo que a presença, pela primeira vez, da Região Metropolitana de Coimbra, na organização, torna o evento “muito mais forte”.

O presidente da Câmara de Tábua e vice-presidente da Região Metropolitana de Coimbra, Ricardo Cruz, expressou a expectativa de que o certame “possa atrair ainda muito mais gente” e “colocar não só Coimbra, mas sobretudo a Região de Coimbra, no mapa”.

Na sua intervenção, o presidente da direção do IPN, João Gabriel Silva, defendeu que estão reunidas as condições “para cada vez mais o Startup Capital Summit ser um evento de referência em Portugal e na componente internacional”.

A iniciativa procura potenciar parcerias, oportunidades de negócio e captação de investimento, unindo universidades, ‘startups’, empreendedores, investidores e empresas.

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