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Soure regressa à época dos Templários com recriação que envolve 1.500 pessoas

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Mais de 1.500 pessoas, maioritariamente alunos do Agrupamento de Escolas de Soure, vão participar nos dias 27, 28 e 29 numa recriação histórica que remete os visitantes para o ambiente do concelho no século XII.

Apoiada pela Câmara Municipal de Soure, a iniciativa “tem o formato de feira” e decorre no centro histórico da vila, envolvendo estudantes, professores e funcionários dos diferentes estabelecimentos de ensino, além de uma associação deste município do distrito de Coimbra.

“É uma feira que vai ao encontro do perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória”, disse hoje a diretora do Agrupamento de Escolas Martinho Árias, Luísa Pereirinha, à agência Lusa.

Luísa Pereirinha salientou que a realização cultural, subordinada ao tema “Soure templário no tempo de Martinho Árias”, visa reforçar os laços das escolas com a comunidade, evocando ao mesmo tempo o patrono do agrupamento.

Também conhecido por Martinho de Soure, onde viveu cerca de 20 anos, no período da Reconquista Cristã, promovendo importante obra social, económica e religiosa, o presbítero Martinho Árias foi um cónego da Sé de Coimbra.

Sofreu o martírio e morreu em 1145, em Córdoba, para onde foi levado após ter sido preso pelos muçulmanos, tendo sido canonizado pela Igreja Católica.

“Vamos partilhar com todos aquilo que fazemos. Esta é uma oportunidade de demonstrarmos que a escola é uma força viva”, salientou Luísa Pereirinha.

A responsável explicou que o projeto, no atual formato, avançou por “proposta de um professor de História entusiasta da Idade Média”, a que se juntaram outros docentes desta área, passando a envolver todo o agrupamento, que conta com o apoio da autarquia, presidida por Mário Jorge Nunes.

A pandemia da covid-19 impediu a sua estreia em 2020, como inicialmente estava previsto, e depois também em 2021.

A recriação, que decorre nos espaços adjacentes ao Castelo de Soure, começa no dia 27, às 10:00, com um “cortejo régio pelas ruas do burgo”.

Segue-se, segundo o programa, o “auto de abertura do arraial com carta de D. Afonso Henriques, pela graça de Deus, confirmando a doação do castelo aos monges da Ordem do Templo”.

“Bailias e folguedos do povo”, casamentos, “aferição dos pesos e medidas pelo almoxarife”, pregões, comeres e beberes da dieta mediterrânica, leilão de cativos, saltimbancos, contadores de histórias, “sermão de Martinho Árias”, trovadores e peregrinos de Santiago de Compostela são algumas das teatralizações e momentos de inspiração medieval.

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