O presidente da Câmara Municipal de Soure assegurou hoje que estão reunidas as condições para a realização, no concelho, da segunda volta das eleições presidenciais, no próximo domingo.
“Todos os locais onde funcionam assembleias de votos estão funcionais, claro, com lonas, com pequenas reparações, mas está tudo em condições para que haja eleições”, disse Rui Fernandes à agência Lusa.
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O autarca notou que, ao longo da semana, foi fazendo editais “com alterações às mesas, conforme as indisponibilidades das pessoas”.
Segundo Rui Fernandes, “podendo haver [eleições], que haja, porque isso também honra a democracia”.
“Também honra a democracia dos homens e das mulheres que trabalharam estes dias com este esforço”, defendeu.
“Aqui toda a gente trabalha dia e noite para voltar à normalidade e voltar à normalidade também é votar, que é o que honra os eleitos e quem se dedica ao serviço público”, concluiu.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.