Região
Soure. “7 dias sem eletricidade é um problema”: Presidente da República garante pressão para reposição e apoio às populações
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, presidiu a uma reunião na Proteção Civil de Soure com o objetivo de se inteirar dos problemas causados pelo mau tempo.
Durante a reunião, os autarcas detalharam as dificuldades enfrentadas: sete dias sem luz elétrica em algumas zonas, interrupções de água, acessos isolados devido às cheias e necessidade de reparações urgentes em telhados e infraestruturas. Foi destacado o esforço das equipas no terreno e a coordenação entre municípios, bombeiros e subempreiteiros, garantindo que “cada pontinho são pessoas e lutamos por isso, posto a posto, cada dia”.
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Marcelo Rebelo de Sousa elogiou a articulação intermunicipal e o trabalho do sistema de proteção civil, destacando que “houve uma boa preparação no território e uma grande ligação entre os municípios, permitindo apoio mútuo a quem teve mais problemas”.
Foram discutidos os riscos previstos para os próximos dias, com a Proteção Civil informando que a noite seria a mais severa, seguida de algum alívio e novo pico de intensidade no sábado. O presidente realçou a importância da preparação e da serenidade da população: “As populações têm demonstrado paciência, resiliência e bom senso, sabem que não devem sair nem correr riscos”.










Quanto a áreas isoladas, como Eireira, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que já foram tomadas medidas preventivas: disponibilização de veículos de combate a incêndios urbano, ambulâncias e barcos para transporte de emergência.
Sobre a reposição de eletricidade e comunicações, reconheceu que o atraso afeta o tecido empresarial e as populações: “Sete dias sem eletricidade é um problema, mas há uma pressão constante para encurtar os prazos de normalização”. Referiu também que manifestações de desespero de autarcas refletem o sentimento das comunidades afetadas.
Sobre a governação atual, destacou a maior exigência face a fenómenos extremos: “O que se exige aos governos de hoje é muito mais do que se exigia aos anteriores. O tempo de intervenção tem que ser mais curto e é preciso aproveitar cada fenómeno para mudanças estruturais profundas, não apenas remendar as redes”.
Marcelo Rebelo de Sousa concluiu reafirmando o compromisso com as populações afetadas, garantindo acompanhamento permanente e flexibilidade para ajustar programas e visitas em função da evolução da situação.
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